Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Mundial 2018

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, esclareceu que o país deverá ter necessariamente outras prioridades em detrimento da organização conjunta com Espanha do Mundial 2018. Depois de um Euro-2004 em que foram construídos de raiz cinco estádios de futebol, os cenários de acolhimento de nova mega-competição ganharam um fôlego fresco.

No rescaldo do Euro, várias foram as vozes que afirmaram que a competição teve um impacte marginal na economia do país. Certo é que, quatro anos volvidos, pouco aproveitamento houve dos palcos de raiz construídos, sendo bastante discutível se o dito impacte marginal pode ter alargamento temporal.

Assim sendo, e apesar de não considerar uma ideia descabida, até porque as infra-estruturas já estão operacionais, continuo a não considerar de todo prioritário a organização do Mundial em Portugal. Os custos organizativos são vários e a eficácia financeira é efémera, supérflua em relação às reais prioridades do país, mais endossadas a longo-prazo sobretudo no campo da educação e da cultura, com naturais exigências para com os cidadãos.

No entanto, o nosso país poderá lucrar de sobremaneira com a organização espanhola. Com uma maior pujança a nível do seu território, a vinda de uma competição deste género para “nuestros hermanos” pode trazer benefícios ao nosso país sem que para isso se tenham de despender fortunas.

 Tentando que os jogos se realizem em zonas fronteiriças, procurando parcerias ibéricas no âmbito da melhoria da rede de transportes que proporcionem uma maior rapidez de deslocações aos entusiastas poderá causar um impacte marginal, mas de extrema importância, ao interior do país. Do mesmo modo, a indústria hoteleira pode também lucrar, com o albergue das equipas participantes e com o aproveitamento dos centros de estágio. Se a isto juntarmos uma possível rede de aeroportos “low-cost” e um escoamento adequado ao nível das vias de comunicação terrestres e ferroviárias, penso que o nosso país pode, nas diversas abrangências, beneficiar com a organização hispânica.

À margem da competição, e numa espécie de promoção turística sustentável, defendo também a realização de uma intensa campanha de promoção do território, procurando que o visitante no futuro possa ficar “cliente de férias”, desfrutando os trunfos das nossas gentes e do nosso território.


tags:

publicado por Gil Nunes às 16:38
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


posts recentes

Novo Blog

Gil e a Igreja

Memórias dos 30 - O Pesad...

Auto-brincadeiras: todos ...

Memórias dos 30- Emanuel ...

Memórias dos 30 - O Marte...

Memórias dos 30 - Estrela...

O besouro(150 dias até ao...

Polonia -dia 1

A vodka é a principal cau...

arquivos

Abril 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Maio 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Agosto 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Dezembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Junho 2004

tags

todas as tags

links
Fazer olhinhos
subscrever feeds