Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Cora Gallaccio
Não chegou sequer a existir, a não ser na mente genial de Agatha Christie na obra “After the Funeral”. E, nesta obra, a personagem Cora Gallaccio até que nem é a principal, mas nem por isso deixa de ter fantásticos motivos de interesse.
Que motivos estão na origem da excentricidade de alguém que se julga artista, ou se ambas as características devem estar interligadas, parecem-me temas de extrema pertinência. Esta personagem, apesar de se considerar uma bem sucedida artista plástica, não passa de um flop por si criado, sustentado numa famílias de posses consideráveis e numa relação com um marchand italiano.
Toda a personagem, a meu ver, pode ter continuidade no futuro, isto se a colocarmos como tema central de análise. Ao seu redor podemos construir uma história que descreva um cenário construído a partir da visão que o próprio tem do mundo, e da relação que o mundo tem com ela mesma, num resultado final que não desagua de forma harmónica.
Acho que seria mesmo interessante retirar a personagem dos anos 30 e posiciona-la nos nossos dias, com novas características mas um mesmo pensamento. É, a meu ver, uma personagem intemporal que contempla uma crítica social, fazendo pontes para a própria psicologia. Um caso de estudo e de divagação!
A propósito de Agatha Christie, convido você e a todos para conhecerem dois blogs recém-lançados...
A Casa Torta: O Mundo de Agatha Christie
http://acasatorta.wordpress.com
Cinema é Magia
http://cinemagia.wordpress.com
Um abraço, parabéns pelo blog.
Tommy Beresford
Rio de Janeiro
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