Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
A triste Ministra da Educação que temos

 

Vivemos num mundo cada vez mais competitivo. Na transição entre formação e vida profissional, o jovem já não é mais o cidadão português, é sim um cidadão da Europa e do Mundo, tomando em linha de conta a recente ascensão das potências asiáticas. Pela lógica, até porque não quero politizar este post, pressuponho que o ensino deveria ser mais exigente e selecto, de forma a potenciar o trabalho dos que realmente conseguem ser competitivos e, por outro lado, aproveitar ao máximo aqueles que estão na fronteira entre o sucesso e o insucesso.
 
Infelizmente nem tudo vai bem em Portugal. A Ministra da Educação, recentemente, anunciou que pretende estabelecer uma taxa de 100% de aprovações no 9º ano num futuro próximo. Sempre ouvi dizer e de facto constatei, ou de facto o mundo gira mesmo ao contrário, que na sociedade existiam individuos mais capazes e outros mais básicos; uns mais inteligentes e com uma velocidade de raciocínio maior e aqueles cuja aprendizagem se faz de modo lento e paciente; uns são mais capazes nas ciências, outros nas letras; uns são mais afectuosos, outros mais insensíveis;
 
Enfim, todos diferentes mas com iguais oportunidades à nascença. Mesmo assim, a Ministra da Educação pretende estabelecer padrões entre todos, numa lógica de tornar competitiva a formação dos jovens portugueses. Para a Ministra da Educação das duas uma: ou vivemos numa utopia em que todos ululamos em cima de nenufares ou, de facto, somos um país de parvos em que podemos atirar areia para cima dos olhos dos outros.
 
E tudo correrá bem, tal como um belo passeio de final de tarde. Se não formos competitivos, pelo menos vamos parecer. È a isto que chamam de “novas oportunidades”. E já agora, Sra.Ministra, pense também nas aulas de substituição, um tema que o seu Governo estabelece como extremamente pertinente. Não será melhor definir um sistema de avaliação rigorosa dos professores e um projecto de aulas extracurriculares integrado entre todos os escalões de ensino?
 
Eu acredito que sim. Numa visão global, misturando famílias, colectividade e escola, a troca de informação poderia ser fundamental para o desenvolvimento harmonioso do aluno. No entanto, pelos vistos a Sra.Ministra não concorda comigo. È bem melhor termos os resultados no papel. Depois toca a meter a cabeça na areia como a avestruz!


publicado por Gil Nunes às 19:47
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