Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Eutanásia

 

É um tema muito complexo, cujas conclusões são sempre muito arriscadas. Falar de nascimento ou de morte, no fundo as duas únicas verdades absolutas do conceito de vida, não é tarefa fácil.
 
A minha opinião vai um pouco de encontro à definição apresentando, estando as temáticas do “aborto” e da “eutanásia” umbilicalmente ligadas. Se por um lado entendo que a ninguém deve ser privado o direito de nascer, também entendo que todos têm o direito de definirem a sua morte como entenderem, num raciocínio que considero possuir sintonia.
 
É certo que todos vamos morrer, e na maior parte dos casos devido a patologias incuráveis. Se o paciente entende que não estão reunidas as condições para um estilo de vida condigno, pode ter todo o direito de colocar um termo à sua vida através de processos médicos assistidos. Todavia, sou um profundo defensor do investimento ao nível dos cuidados paliativos. Minorar ou eliminar o sofrimento físico são questões essenciais para a manutenção da qualidade de vida, tornando-se impreterível desenvolver todos os esforços nesse sentido. Entendo que à medida que os cuidados paliativos forem incrementados, a eutanásia diminuirá mas até porque acredito que a decisão de por cobro à vida resulta de um profundo desespero.
 
Seja como for eutanásia e suicídio são matérias que advêm dos direitos de cada um e não podem ser impedidos. No entanto, como seres humanos, devemos pugnar para que ninguém enverede por essa prática, até porque a vida, na minha perspectiva, tem muito mais coisas positivas que negativas!
 
É claro que entendo que a eutanásia deverá obedecer a um processo rigoroso e conclusivo, até porque não se pretende democratizar a prática com facilidade e leviandade. Refiro-me a doenças terminais, a estados de desespero total, a situações extremas. Não ao namorado que perdeu a namorada e que se vai matar porque pensa que não há mais mulheres no mundo! Isso é que não!
 
Para finalizar, e da mesma forma que esboço os meus argumentos em relação à eutanásia, não há também motivos plausíveis que impeçam uma pessoa de viver! Conceitos interligados, pugnarei por uma sociedade que proíba o aborto, dando a todos a fantástica experiência que é viver todos os segundos!

tags:

publicado por Gil Nunes às 12:17
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


posts recentes

Novo Blog

Gil e a Igreja

Memórias dos 30 - O Pesad...

Auto-brincadeiras: todos ...

Memórias dos 30- Emanuel ...

Memórias dos 30 - O Marte...

Memórias dos 30 - Estrela...

O besouro(150 dias até ao...

Polonia -dia 1

A vodka é a principal cau...

arquivos

Abril 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Maio 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Agosto 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Dezembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Junho 2004

tags

todas as tags

links
Fazer olhinhos
subscrever feeds