Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Tabaquinho + Morcegos

"Vou tomar o meu solzinho esperto". Nunca fui grande fã de novelas brasileiras, mas esta personagem ficou-me na memória. Tinha praí 10 anos e assistia a uma das muitas exibições de novela brasileira que a televisão transmitia. Esta personagem mostrava um velho supostamente doente, protegido pela família de uma forma extremamente atenciosa. No entanto, tudo não passava de uma farsa para após o almoço, o nosso Tabaquinho(assim se chamava) ir para a praia engatar miúdas, bem ao estilo do nosso Zezé Camarinha. Ao sair, dizia sempre a frase "Vou tomar o meu solzinho esperto".

 

Hoje, influenciado por esta herança televisiva, por muitas vezes utilizo a expressão se bem que os meus receptores não entendam o porque de eu a dizer em brasileiro.

 

No domingo fui ver o Batman. Gosto da personagem não só pela sua carga heróica como também pela própria familiaridade que sinto com o animal por ela representada. Quando era pequeno gostava de os observar, pois na casa da minha vizinha existiam muitos. Com armas de pressão, ou dardos, às vezes tentava alveja-los, na maior parte das vezes sem êxito. Confesso que é um animal do qual nunca senti repugnância, sentimento que sei não é comungado pela maioria das pessoas.

 



publicado por Gil Nunes às 01:06
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Texto profissional- Prémio Nacional Cidade de Gaia


 

 

 

Prémio Nacional Cidade de Gaia 2008

Excelência de marca, consagração de exemplos

Quando o século XXI chegou adiantado...

É a terra natal de Jimi Hendrix, o lendário guitarrista norte-americano. Localizada no estado de Washington, a cidade de Seattle soube fazer escolhas inteligentes que hoje a posicionam como um centro mundial de referência ao nível da indústria aeroespacial, sabendo captar investimento que se difunde por todo o planeta- é o caso da fábrica da Boeing. A cidade soube também aproveitar a sua localização geográfica, com o porto a fazer importantes conexões turísticas e comerciais com o Alasca, Oceano Pacífico e Canadá.

Se há cidades e regiões que se desenvolvem, outras há que se estagnam e emperram o seu processo de consolidação. É o caso de Cleveland ou Detroit mas não é, nem será certamente, o caso de Gaia. "Conseguimos galgar patamares, trouxemos um século XXI adiantado ao nível cultural, social e de infra-estruturas", salientou o Presidente da Câmara Municipal, indo de encontro a um novo paradigma de desenvolvimento mais centrado na pró-actividade e resultados das cidades e regiões e menos dependente da velocidade do país.

Em cerimónia realizada nos claustros do Mosteiro da Serra do Pilar, os exemplos de excelência estão mesmo ali ao lado. Para termos noção da pujança de desenvolvimento, basta atentarmos nos 1,5 mil milhões de euros de carácter público e privado que estão neste momento a rolar, com epicentro no Centro Histórico, uma zona que no próximo ano terá um aspecto bastante diferente àquele que hoje reconhecemos. Neste "pequeno círculo" pontificarão quatro hotéis de top mundial e um maciço investimento imobiliário de altíssima qualidade, isto para não falarmos da instalação da Escola Superior de Tecnologias de Saúde, do Virgin Active, ou das importantes vias de comunicação que permitem rápidas ligações internas e escoamento para fora do concelho.

E, tal como em Seattle se aproveitaram os recursos naturais da baía de St. Elliott, também em Gaia se pretende seguir o mesmo caminho. A futura marina de Canidelo/Afurada será a maior da recta litoral compreendida entre A Corunha e Lisboa, representando novas oportunidades profissionais para os autóctones bem como um novo dínamo de captação de investimento e pessoas, numa "modus vivendis" interligado com toda a dinâmica presentes noutros pontos de concelho. "E os nossos parques empresariais, ao nível do melhor do país, já estão todos vendidos", ilustrou o edil durante a sua intervenção, complementando com os propósitos de um trabalho assente na máxima "da cultura do fazer em detrimento da cultura do parecer".



 

 

Referências que o país bem precisa

Se anglofalantes fôssemos, o termo "self-deprecatory" definiria com exactidão toda a capacidade que o nosso povo tem de constantemente dizer mal de si mesmo, de ser descrente e de se desvalorizar. O Prémio Nacional Cidade de Gaia pretende potenciar uma imagem de marca do concelho, assente na excelência do seu território e no reconhecimento do trabalho daqueles que promovem a forma do país dentro e fora de portas.

Com seis categorias distintas (ciência, tecnologia e inovação, literatura, artes plásticas, solidariedade social, jornalismo e comunicação e música) o Prémio Nacional Cidade de Gaia é um dos maiores galardões alguma vez atribuídos em Portugal, atribuindo um prémio de 25 mil euros a cada um dos distinguidos.

Prémio de Música "Artur Napoleão"

Luís Tinoco

"Espero que o prémio sirva para perpetuar o nome de Artur Napoleão"

É natural de Lisboa o vencedor do prémio de música "Artur Napoleão", instituído este ano pela primeira vez e que presta homenagem a um compositor português com uma vasta obra que, no entanto, não é de todo conhecida do grande público. O galardoado espera que o prémio "possa contribuir para se perpetuar o nome de Artur Napoleão. Espero que se façam mais gravações do seu trabalho de modo a que ele nunca fique esquecido nas gavetas".

Manifestando a "honra" e o "contentamento" pelo facto de ter sido galardoado por "colegas de profissão", o nome de Luís Tinoco foi o eleito por parte de um júri constituído por António Vitorino d´Almeida, Mário Mateus, António Wagner Dinis, Elisabete Matos, Carlos Tê, Jorge Rodrigues e José Calvário.

Prémio de Solidariedade Social "João Paulo II"

Banco Alimentar Contra a Fome e Os Samaritanos- Missão Caridade

"Portugal tem uma grandeza de alma e uma profundidade de coração"

Nasceu na Alemanha, é certo, mas Christa Ferreira já conhece bem o peito ilustre lusitano. A presidente da "Samaritanos-Missão Caridade", reconhece no nosso povo "uma enorme grande de alma e uma profundidade de coração. Os portugueses não entram na onda da frieza e sabem que existem pessoas que precisam de nós para sobreviver", salientou, enquanto recebia a distinção com o nome do papa polaco.



 

 

 

 

 

 

 

Já Vasco António, do Banco Alimentar Contra a Fome, alargou no seu discurso o mérito desta distinção "a todos os voluntários que compõem os treze bancos ao longo do país".

O júri deste prémio foi composto por Fernando Nobre, Vítor Melícias, Maria José Nogueira Pinto, Manuela Eanes, Luís Villas Boas, D.Januário Torgal Ferreira e Daniel Serrão.

Prémio de Jornalismo e Comunicação "Victor Cunha Rego"

Victor Bandarra

"A reportagem é a disciplina nobre do jornalismo"

Partilham o mesmo nome próprio e já fizeram parte da mesma equipa de trabalho. O jornalista da TVI Victor Bandarra considera a reportagem "a disciplina nobre do jornalista" e até se confessou surpreendido pela atribuição do prémio. Todavia, mostrou-se "honrado com a distinção" esperando que a mesma possa "servir de estímulo aos jovens repórteres".

O júri deste prémio foi composto por José Manuel Fernandes, José Leite Pereira, Mário Crespo, João Marcelino, José Eduardo Moniz, Carlos Daniel e José Fragoso.

Prémio de Artes Plásticas "Teixeira Lopes"

Jorge Pinheiro

"Espero que possamos continuar a trabalhar em conjunto"

É natural de Coimbra o galardoado desta categoria. O trabalho de Jorge Pinheiro pode actualmente ser visto na exposição "Quatro Vintes mais um", patente nas Galerias Diogo de Macedo e que, além do premiado, mostra também o talento de Ângelo de Sousa, José Rodrigues, Armando Alves e Jaime Isidoro. "Penso que foi uma óptima escolha", destacou Armanda Passos, membro de um júri composto ainda por Jaime Isidoro, João Cutileiro, José Gomes Pinho, José Rodrigues, Artur Santos Silva e Paulo Teixeira Lopes.

Emocionado, o pintor espera poder "continuar a trabalhar em conjunto com o Município" lembrando também a envergadura do galardoado no ano transacto, o escultor Rui Chafes.

Prémio de Ciência, Tecnologia e Inovação "Edgar Cardoso"

Miguel Castelo Branco

"Foi um prémio inspirador"

A envergadura de um júri altamente qualificado que reconheceu o seu trabalho representou "um motivo de grande honra" para o premiado. "Foi um prémio inspirador. Dá-me muita ambição para continuar", salientou Miguel Castelo Branco, um investigador que tem conquistado reconhecimento, com várias distinções nacionais e internacionais, na área da imagiologia. "É um grande nome da ciência apesar de extremamente jovem e que optou por se dedicar à investigação mal terminou a sua formação", destacou o Prof. Carlos Fiolhais, membro de um júri composto ainda por Sobrinho Simões, Alexandre Quintanilha, João Lobo Antunes, Francisco Guerra, Francisco Vanzeller e Ferreira do Amaral.

O premiado é professor de biofísica na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, director do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e da Imagem e sócio-fundador da NeuroEye.

Prémio de Literatura "Eça de Queirós"

Não atribuído

À semelhança do que aconteceu no ano passado, o prémio não foi atribuído. O júri foi composto por José Viegas, Rosa Lobato Faria, Zita Seabra, Manuel António Pina, Baptista Bastos, Moita Flores e José Manuel Lello.


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publicado por Gil Nunes às 00:49
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Perder

 

No outro dia perguntaram-me qual a coisa que mais me dava prazer. Pois bem, para responder a esta questão tenho de clarificar o que me poe fulo, raivoso, irado até à ponta dos cabelos, se bem que na maior parte das vezes de forma silenciosa e contida, pois estrebuchar não é bem o meu género. Prefiro ser racional.
 
Detesto perder. Aliás, eu fico agoniado com a derrota. Não sou daqueles tipos que depois se apresentam com a desculpa que as derrotas são as primeiras lições para alinharmos pelo trilho da vitória. Eu sou mesmo daqueles que prefere desaprender e ganhar do que perder e evoluir.
 
Nas alturas de desânimo, muito embora pense em dar a volta por cima o mais rápido possível, tento estabelecer as fronteiras do fair-play para que a minha revanche se situe dentro dos padrões morais. Afinal de contas, eu até nem sou um sujeito vingativo mas também não gosto de ficar em segundo, terceiro ou vigésimo lugar.
 
Quando perco não gosto de ser sensato. Quero ser agressivo e metódico, tal qual os policiais me ensinaram de forma a tomar de novo as rédeas da liderança. Seja no momento mais sério ou na maior corriqueirice...
 
Para responder à questão formulada, experimentem o exacto oposto de aquilo que acabei de transcrever!


publicado por Gil Nunes às 00:26
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Dois segredos- Massimo Finucci e Paul Inglethorp

Não sofrem de problemas de saúde, não têm contas para pagar e podem ir onde bem eu entender. Não sei se já viram o filme "Os Condenados de Shawshank" mas as duas personagens por mim criadas circulam na Internet como se fossem de carne e osso. Hoje, fique a conhecer o galã italiano Massimo Finucci e o empresário agrícola britânico Paul Inglethorp.

 

Massimo Finucci

 

Foi criado em 2000, com o intuito de seduzir uma rapariga através de mensagens de telemóvel. Daí até aos dias de hoje Massimo Finucci tem-se dedicado ao negócio da bolsa a partir do computador de sua casa, na Plaza Duomo de Milão. Alto e espadaudo, é solteiro mas o estereotipo de gala fa-lo aparecer nas capas de revista com bastante regularidade. Verdadeiro gentleman, é apreciador de visitas a galerias de arte, museus, cinema e teatro. É coleccionador de vinhos e chega a gastar balúrdios com encomendas de todo o mundo. Tem uma pequena cadela, Balotta, com quem vive no seu apartamento luxuoso. É presença assídua em festa do socialite, onde arrasa com o seu bem vestir e as suas tiradas imparáveis. Já foi inclusive sondado pela princesa Stephanie do Monaco!

 

Paul Inglethorp

 

Empresário agrícola radicado em Braga, onde mantém uma plantação de kiwis. Veste-se à base de gangas e t-shirt, bebe bagaço e ri-se de forma estridente. Não é, de todo, o típico gentleman britânico. Tem cabelo preto, curto, que acentua ainda mais a sua altura desmesurada. Sim, Inglethorp jogou basquetebol em Birmingham e chegou mesmo à selecção inglesa. Porém, uma oportunidade de negócio em Portugal fe-lo viajar para o nosso país, onde mantém uma vida tranquila na companhia da mulher, Dália.

Tem no restauro de automóveis um dos seus principais hobbies. Chega, inclusive, a ganhar algum dinheiro com este talento, que lhe deu fama além fronteiras. De resto, não dispensa um bom porco no espeto regado com cerveja e vinho do Porto, ao som dos muitos galos da sua quinta. Ah, e até fala português sem sotaque! Que estranho, não é? Foi criado em 2007!

 

Origem dos nomes:

 

Massimo- Para dar um certo carisma à personagem, fazendo o encaixe com o português "Máximo";

 

Finucci- Em homenagem ao filme "Oscar" onde os irmãos Finucci eram um dos principais pontos humorísticos;

 

Paul- Em homenagem ao jogo de computador Championship Manager. Na primeira vez que joguei, a minha primeira contratação foi um escoces chamado Paul McKnight. Era mesmo mau mas com o decorrer do jogo não mais o vendi!

 

Inglethorp- Em homenagem a Alfred Inglethorp, personagem do livro de Agatha Christie "O Misterioso Caso de Styles"

 

 



publicado por Gil Nunes às 22:45
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Digam-me que é uma guitarra portuguesa

Ontem , primeiro dia de umas férias gaienses bem regadas a sol e a praia. À noite, o convívio com os amigos no Refresh Bar e a recolha. No carro, fui surpreendido com uma música absolutamente fantástica, que de todo desconhecia.

 

Ao chegar a casa, tendo fixado o refrão, pesquisei no Google a sua origem. "Nightmare" dos MSG, com um início tocado por uns acordes de guitarra portuguesa, que se mescla com o rock anos 80 do seu vocalista. Desta mistura resulta uma melodia pacata, com um toque latino que lhe dá toda a alma e magia.

 

Nunca ouço cds no carro. Apesar de os ter comigo, prefiro deambular pelas rádios em busca de temas que me possam surpreender. Ecléctico, tanto posso ouvir música clássica como heavy metal, dependendo do meu estado de espírito. E por vezes descobrem-se trechos fantásticos!

 

A bem ver, pareceu-me uma guitarra portuguesa! Uma espécie de encriptação de Carlos Paredes bem afinada no cômputo de uma melodia que até se enquadrou na paisagem. Viva o sol e o mar!


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publicado por Gil Nunes às 15:10
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
18 de Julho de 1936

 

Para os apreciadores, como eu, de História de Portugal, saiba-se que hoje completam-se 72 anos sobre o início da guerra civil espanhola, operação militar que felizmente poucas consequências teve em Portugal.
 
Hoje comemora-se uma data importante da história do nosso país. A 18 de Julho de 1936, com o levantamento das tropas de Marrocos e a guarnição das principais cidades da Península Ibérica, teve início a Guerra Civil Espanhola. A frente direita, comandada por Francisco Franco, acabaria por levar de vencida a esquerda espanhola, conquistando o poder.
 
O líder galego teve um profundo trunfo de vitória no nosso país. Com a esquerda no poder, o governo português sabia que a derrota de Franco poderia significar uma perda da independência (a esquerda defendia a União Ibérica) e um derramamento de sangue no nosso país, hipotecando a geração da altura e o futuro das gerações vindouras.
 
É pelo Alentejo que os franquistas vão fazer passar as suas armas, construindo uma importante ofensiva pelo oeste do país. A direita vence em Espanha e recupera o poder e Portugal chuta para canto as hipóteses de perder a sua independência. Garante, também, uma sustentabilidade política e social, pois com a manutenção da independência também se aniquilam as posteriores criações de núcleos independentistas em Portugal, com as eventuais tragédias daí provenientes.
 
Foi, a meu ver, um grande gesto de política externa para o nosso país, e uma salvaguarda total dos seus interesses que impedem que hoje o mapa não seja mostrado de maneira diferente.

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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Mais mulheres na liderança

Tinha eu 20 anos quando fui entrevistar o padre Rodrigo da Cunha, recentemente falecido. Afável, conversador, aquele homem transpirava conhecimento e discernimento, num dos entrevistados mais inesquecíveis que já tive oportunidade de encontrar.

 

Nessa tarde, ao longo de todos os assuntos debatidos, dizia-me ele que a história do mundo devia ser feita com mais mulheres na liderança. Confesso na altura que me custou um pouco a encaixar mas, anos passados, tenho de dar a mão à palmatória e reconhecer veracidade nas suas afirmações.

 

Se bem repararmos a história da humanidade fez-se com muita guerra, destruição e sangue, deixando a razão tomar conta dos nossos verdadeiros propósitos enquanto seres humanos. Nas diferenças entre os dois sexos, se um se sedimentou como sexo forte ao longo dos tempos, outro ganhou força no campo da sensibilidade e bom senso.

 

Estas duas últimas características, no nosso quotidiano, são condições indispensáveis a resolução de conflitos. Se bem que as mulheres podem ter a capacidade de complicar o simples, também podem possuir um maior discernimento emocional em relação à quebra de soluções drásticas.

 

Neste equilíbrio de relações entre sexos, penso que as soluções poderiam advir de forma mais justa, misturando-se trunfos de um e de outro lado, na direcção de uma sociedade mais equilibrada.


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publicado por Gil Nunes às 17:10
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
A dificil arte de dar conselhos- Conhecendo-me a mim mesmo!

 

A difícil arte de dar conselhos. Eu raramente os dou, pois nalguns casos tenho medo de ser ouvido e a minha opinião não coincidir com a realidade. Se não atentemos no próprio ramo da psicologia e na janela de Joady: uma coisa é a forma como nós nos vemos, outra coisa é a forma como vemos os outros e, noutro parâmetro, ainda temos de contar com a forma como os outros se vêem a eles mesmos.
 
Na minha vida, tenho visto toda a gente a dar conselhos a toda a hora. Se bem que na maior parte dos casos penso que o acto seja realizado em boa-fé, considero também que se trata de uma espécie de “salto no desconhecido”. Com efeito, a forma como conhecemos as pessoas, por muito perfeita que seja, pode resvalar numa série de condicionantes que transformam o certo no errado.
 
Isto tudo porque normalmente encaramos a forma como vemos os outros como o próprio conhecimento, ao invés de termos em linha de conta os outros factores. Acho, por isso, um risco muito grande. Acho sim mais sensato tentar transmitir força às pessoas, se bem que na maior parte dos casos esta perspectiva seja de todo impopular, isolante...mas necessária!
 
No meu caso, também não sou muito de pedir conselhos. Sou daqueles tipos que, mediante as situações, desenho várias hipóteses de saída tomando em linha de conta qual delas posso tirar maior benefício. Confesso que, às vezes, faço vários esquemas sobre como reagir a uma situação caso ela dê para o torto, colocando todas as hipóteses de forma a não ser surpreendido.
 
Na minha perspectiva, encaro também as situações tendo em conta algo que já manifestei anteriormente: os maus momentos são uma dádiva e uma oportunidade para brilharmos. Por muita rasteira que possamos ter, devemos ter em linha de conta que as grandes piruetas assim começaram!

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Sábado, 12 de Julho de 2008
A lição de Anton Ferdinand

Hoje, durante um zapping, tive a oportunidade de ouvir as declarações do central do West Ham Anton Ferdinand relativamente à forma como chegou a profissional de futebol. Dizia ele que tivera crescido a jogar no seu grupo de amigos e que até nem era o melhor. Contudo, a forma como foi bem-sucedido deveu-se, nas suas palavras, á ambição demonstrada e à percepção de onde queremos chegar.

Não poderia estar mais de acordo com o central britânico. De facto, acho que em vários episódios da nossa vida as avaliações são muito relativos. Para atingirmos a performance penso que devemos saber para onde vamos, descarrilando onde tivermos para isso margem e não perdoando onde acharmos que não podemos ceder um milímetro.

Acho que muitas vezes o sucesso de uma pessoa não passa por trabalhar muito mas sim por trabalhar quando os outros estão a dormir. Perceber que os maus momentos podem ser uma dádiva, sendo uma óptima oportunidade para nós brilharmos e nos discernimentos

E depois, por consequência, termos discernimento de onde podemos fazer a diferença. Conhecendo as nossas virtudes e os nossos defeitos, torna-se mais natural poderem-se fazer escolhas relativamente ao espaço onde nos podemos mover, quando e onde aparecer e onde, pelo contrário, nos devemos refugiar. Acrescida a uma boa envolvente social, penso que este é uma boa fórmula de sucesso.


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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
A acertada escolha de Carlos Queiróz

 

Foi com muito agrado que recebi hoje a notícia que Carlos Queiroz seria o novo seleccionador nacional. Finalmente a nossa selecção passa a ter alguem com visão de futuro, indicada para um país que ao longo dos tempos se tornou um viveiro de talentos.
 
Carlos Queiroz tem um passado que fala por si, tendo nos últimos anos feito um optimo trabalho ao serviço do Manchester United, ao potenciar os grandes valores dos ingleses e, ao mesmo tempo, a conseguir adaptar a equipa a uma nova versatilidade táctica,4x3x3 e 4x2x2, cujo último fruto brotou este ano com a conquista da Liga dos Campeões.
 
É alguem com um temperamento tranquilo e com um discurso equilibrado, algo que já estavamos carenciados depois do frenesim constante de Scolari. Ao contrário do brasileiro, Queiroz pensa nas provas no seu todo, com consciência do valor dos adversários, tentando anular os seus pontos fracos ao mesmo tempo que vai por certo potenciar as nossas virtudes.
 
Prevejo também mais oportunidades para jogadores jovens, o que originará um grupo mais abangente. Penso que o conceito de “família da selecção” vai ser um pouco diluido mas, ao inves, os mais competentes tirão primazia, em detrimento de “Ricardos”, que com exibições deprimentes colocou em causa toda e qualquer táctica. Aliás, por falar em táctica, considero que agora temos alguém que sabe interpretar o jogo com inteligência e treinar novas formas de disposição dos jogadores em face do próprio jogo.
 
Estou, assim, naturalmente optimista em relação ao futuro da selecção. Penso que a partir de agora os excelentes jogadores que temos serão ao máximo potenciados. Agora, sim, tenho legítimas aspirações para o Mundial 2010.

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