Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Contra a morte de Batman

 

Nos últimos tempos, tivemos oportunidade de assistir à morte de alguns dos grandes heróis que fizeram tantas vezes parte da nossa fantasia. O Homem-Aranha, atingido por um caçador furtivo, e o Super-Homem foram as últimas vítimas de uma súbita onda de destruição destes fenómenos.
 
Agora, pelos vistos, chegou a vez do Batman. Desdobram-se na Internet os rumores sobre quem será o assassino. O argumentista Grant Morrison desvendou um pouco do véu, ao afirmar que para Batman estava reservado um destino pior que a morte.
 
Como não estou à espera de ver um Batman com uma doença terminal, aguardo pacientemente, mas com curiosidade, sobre o desfecho deste episódio que não me agrada minimamente. Já diz o nosso poeta que há indivíduos “que da morte se vão libertando”. Embora compreendendo os factores económicos que possam estar por trás deste desfecho, não devo deixar de dizer que a morte de Batman é um cenário negativo. Para mim, estes fabulosos produtos da imaginação deveriam conseguir fintar a morte, sendo sempre ícones da vitória do bem contra o mal. Não merecem morrer, deixando os seus fãs numa angústia de não mais se poderem deliciar com as suas aventuras.
 
Porque não matam o Joker? A haver justiça na banda desenhada, ao menos que retrate o fim dos vilões. Seria uma boa forma de se manter o dinamismo económico necessário à moda da personagem, colocando os dois patamares da balança- bem e mal- sob o ponto de vista da justiça. É certo que tal não acontece na vida real mas...deixem-nos sonhar!!!


publicado por Gil Nunes às 16:31
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Dino Velvet & Juji Fruits

Já aqui falei de Cora Gallaccio, uma personagem secundária que na minha perspectiva podia ser melhor aproveitada. No seguimento, quero dar-vos a conhecer outras das minhas descobertas: Dino Velvet, o realizador de filmes pornográficos de “8 MM” que é interpretado por Peter Stormare.

 
Ao olhar para a imagem da personagem, não me surge a ideia com que ele é definido no filme. Olho-o mais como uma espécie de rato de biblioteca, pesquisando temas da actualidade em busca de argumentos que sustentem a sua tese de esquerda. Desenho-o na minha mente com um velho cão, a quem o solitário Dino deposita grande parte da sua atenção. Vejo-o em assembleias de freguesia, intervindo frequentemente sobre a falta de dinamismo cultural da junta.
 
A acompanhar a imagem da personagem, vou a Seinfeld repescar as “Juji Fruits”, que ficaram célebres numa das histórias de Elaine Benes. Os ditos rebuçados encaixariam muito bem nesta nova personagem, a sua melhor companhia nas longas tardes da biblioteca.

 
Digamos que seria uma forma de a tornar mais simpática, retirando-lhe o soturno e o reivindicativo. Acima de tudo, as Juji Fruits serviriam para a humanizarmos, indo no encalço da realidade. Quem sabe se não existe mesmo um Dino Velvet devorador de “Juji Fruits”?


publicado por Gil Nunes às 16:22
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
O riso de circunstância

 

É um dos piores gestos que podemos usar, para não dizer dos mais cruéis. Mas hoje lembrei-me do riso de circunstância pelos melhores motivos, ou seja, já não levo com um há algum tempo. É sinal que estou no bom caminho!
 
Neste caso, a mensagem surda passa através de uma intensidade brutal, em que o seu autor quase que admite a negligência ou o malefício do outro de forma intencional. Naquele silêncio, quem leva com um riso de circunstância é como se levasse um estalo. No entanto, mais do que um gesto sarcástico, considero o riso de circustância um acto de cobardia. Quem o faz normalmente não tem coragem para assumir os seus verdadeiros propósitos, servindo-se assim de uma reacção quase instintiva, de sobrevivência.
 
Posso dizer que, na minha perspectiva, é mais preferível utilizar as palavras, magoando se assim for o caso. De facto, o riso de circunstância não fere o ouvido mas a sua agressividade é tal que o mesmo se mantém fotogrado de forma perene.
 
Penso que este gesto revela a verdadeira essência da pessoa, pelo que há que ter em atenção os seus emissores. Posso dizer que já cortei a confiança a muitas pessoas depois de ter sido vítima deste tipo de postura. Para mim, mais do que as imagens, os pormenores valem por mil palavras.


publicado por Gil Nunes às 16:59
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Particularidades do discurso

Há determinadas particularidades nas pessoas que eu não posso deixar de reparar. Neste post, quero dar a conhecer duas delas, que me parecem do mais profundo interesse quando realizamos um diálogo com alguém.

 

Na conversa mantida com um idoso, há uma tendência natural para ele dizer a idade. Hão-de reparar. Ao contrário do que acontece com as mulheres, em que perguntar a idade é sinónimo de rudeza, perguntar a idade a um idoso é sinónimo de grande satisfação. Tanta é que, todos sem excepção, respondem sempre da maneira do exemplo que passo a referir

 

“Tenho 86 anos. Vou fazer 87”

 

A partir daqui, alguns idosos acrescentam a data de aniversário e a frase “Pois é, não é brincadeira nenhuma”. Confesso que acho esta particularidade um misto de ternura e pitoresco. Se, por um lado, acho comovente as pessoas orgulharam-se da sua idade e da experiência acumulada, por outro pergunto-me se esta característica é apenas típica do nosso país, fazendo parte da essência do nossa cultura. Isto porque dizer o ano seguinte parece uma espécie de sentido obrigatório. Tenho de fazer o teste no estrangeiro.

 

Outro aspecto muito curioso prende-se com a insistência ao pedido quando levamos uma tampa. Neste caso, o factor idade não interessa. É como se houvesse uma mola cerebral que nos levasse a fazer novamente a questão, utilizando agora a palavra “mesmo”. Atentemos no exemplo:

 

“Arranjas-me bilhetes para o concerto da Madonna?”

 

“É pá, não consigo. Está tudo esgotado”, responde o amigo que trabalha na organização.

 

“Mas não consegues mesmo arranjar?”

 

Por causa do meu trabalho, confesso que estou muitas vezes do lado do “amigo que trabalha na organização”. É impressionante como as pessoas são persistentes, sendo a segunda questão uma espécie de automatismo contra a má-fé, preguiça, ou qualquer obstáculo que impeça a conquista do bilhete, ou de outros pedidos.

 

Da minha parte, estou à espera de ter um bilhete que me vão pedir. Nessa altura, farei uma verdadeira revolução neste país, porque serei o primeiro de sempre a responder afirmativamente à segunda questão. E passo a antever:

 

“-Ó Gil, arranjas-me bilhetes para o concerto do Fatboy Slim?”

 

- “É pá não está tudo esgotado!”

 

-“Mas não consegues mesmo arranjar?”

 

- “Mesmo??? Claro que sim, quantos queres???”

 

È claro que no final a conclusão será apenas uma, que o maluco sou eu. Volta Scolari estás perdoado!



publicado por Gil Nunes às 12:58
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Domingo, 23 de Novembro de 2008
Um português que desabafa

 

Em Portugal parece existir um grave problema de definição de prioridades. Diria mesmo que é como olhar para um exercício de Matemática e, em vez de se parar para pensar, começar a utilizar as fórmulas de forma compulsiva.
 
E começo pelo rendimento mínimo, que em muitos casos me parece um verdadeiro subsídio à preguiça e ao “dolce fare niente”. Não consigo conceber porque razão as pensões de reforma, que abarcam um universo de 600 mil pessoas, não são aumentadas, retirando-se a verba do dito subsídio. Há que recompensar quem toda a vida trabalhou de forma séria, dando-lhe uma qualidade nos últimos anos que mais não é do que uma manifestação de justiça. Em vez disso andamos a dar palmadinhas nas costas a quem se quer aproveitar dos dinheiros públicos para se fingir útil na sociedade.
 
Da economia passo para a saúde, com o aborto em cima da mesa. Mais do que ser contra o aborto, sou contra o referendo contra o aborto. Olhando para os números, será que há assim um segmento tão significativo de pessoas que recorra à interrupção voluntária da gravidez? Em vez disso, porque não olhar para os números que dão conta que 80% das pessoas morrem em situação de agonia extrema. Não seria bem mais sensato apostar num incremento ao auxílio aos cuidados paliativos, permitindo que os doentes terminais pudessem ter um fim de vida sem dor, cumprindo os seus últimos desejos? Para mim, mais do que uma questão política, é uma questão de direito. Agora já prevejo os comentários, só aqueles que estão do lado do aborto é que escolhem o caminho da liberdade e da escolha. São assim as regras...
 
Na educação, escuso-me a comentários perante um sistema que permite que os alunos até ao 9º ano sejam aprovados a 100%. Repudia-me que se fale constantemente do insucesso escolar, sem se pensar no que podem passar os bons alunos, caindo no risco de estes ficarem desmotivados e sem vontade de continuar o seu caminho. Não encaixo também a inexistência de um ensino versátil, de temáticas mais abrangentes, possibilitando uma abrangência de conhecimentos maior aos cidadãos e uma capacidade de adapatação mais efectiva.
 
Não acredito numa economia que cresce 0,5 a 1% ao ano. Com potencialidades únicas ao nível das matérias-primas das energias renováveis, gostava de ver um plano de acção concreto e ambicioso, que apostasse também nas potencialidades do mar e da costa portuguesa. Com uma colocação geográfica interessante, gostava de ver Portugal aproximar-se do eixo nórdico na sua mentalidade, na sua abordagem, nos seus resultados. Gostava que fosse uma ponte efectiva com África e com as Américas, aproveitando-se a riqueza história e as potencialidades da língua. Se tal for necessário, porque não recorrer à internacionalização dos cargos públicos? Não será uma visão neutra e “descamisolada” uma forte ajuda para a nossa instabilidade?
 
O que viram atrás são desabafos de quem gostava de viver num país melhor, mais justo e equilibrado. De quem entende que um sistema só pode rolar se existir uma clara definição de prioridades. Porque entendo que o problema já não é político mas sim de bom senso. E porque acredito que, ao contrário do que muito dizem, este país tem potencialidades únicas! Falta é fazer o “click” e realmente pensar...

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publicado por Gil Nunes às 16:05
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
Matemática e a trigonometria

 

Eu era um aluno terrível a matemática. Era normal as minhas notas rondarem o zero e qualquer resultado a roçar o medíocre enchia-me de gaúdio. No meio dos números, das equações e das derivadas, havia uma matéria em que conseguia ter nos testes alguns certos incompletos: a trigonometria.
 
O mais engraçado era que supostamente era a área mais complicada da disciplina. Apesar de nem sequer roçar o razoável, o que é certo é que conseguia pelo menos ver alguma luz no exercício, conseguindo discernir o caminho certo para a solução, muito embora a falta de estudo me impedisse de uma maior ambição.
 
Lembro-me de um episódio caricato no 11º ano. Nunca fui daqueles alunos nervosos na altura de receber o teste, até porque sabia mais ou menos o que tinha feito. Muito menos na aula de Matemática, em que sabia que ia ter negativa. Uma vez, porém, num dos meus testes terríveis, houve um exercício de trigonometria que ninguém soube resolver...ou quase ninguém!
 
Pois bem, meus amigos, no meio do meu descalabro, consegui ser o único a ter “certo incompleto” naquele exercício tão atormentador. Lembro-me que incidia sobre uma intersecção de um quadrado com um círculo. Na desgraça, foi este o meu grande momento de glória ao nível da disciplina de matemática.
 
Quase dez anos volvidos, recordo estes episódios com saudade mas sem nostalgia. Varri completamente a matemática da minha cabeça. Apesar de saber que tudo à minha volta envolve a disciplina, prefiro debruçar-me sobre áreas que realmente me dão prazer. Como disse em posts anteriores citando Eric Cantona, “I study just because I like it”,


publicado por Gil Nunes às 00:57
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Natal: Visão Muito Fria e Visão Emotiva

Natal Para mim o Natal é um dia como os outros. E sobre este tema tenho duas visões: uma muito fria e outra mais emotiva.

 

Visão muito fria

 

Tal como outros dias do ano, como o Dia dos Namorados ou o Halloween, a simbologia da data é exacerbada tendo em vista o cumprimento dos desígnios do consumismo. Nesta data compra-se mais, com a desculpa de que a festa da família é sinónimo de fraternidade e de reunião.

 

Uma profunda hipocrisia,porque se fossemos levar este significado o máximo chegaríamos à conclusão que o dia 26 de Dezembro é o dia mundial da hipocrisia. Entendo que o ano inteiro, nas suas 365 fatias, é feito de momentos partilhados com famílias e amigos. Na minha opinião, o Natal não é preciso para nada. Basta darmos valor à vida, e eliminar a mesquinhez, durante todo o tempo do ano.

 

O meu Natal, para que se saiba, é passado a ver filmes e a jogar Football Manager, hábito que conservo há vários anos e que este ano não vai ser excepção.

 

Visão emotiva

 

Apesar de não gostar do Natal, o meu contributo à época faz-se uma semana antes. Às portas das bombas de gasolina, por esta altura, costumamos encontrar vários membros da Liga Portuguesa de Oncologia a realizar o seu peditório anual. Infelizmente não posso mudar o mundo e até sou um pouco renitente em relação a este tipo de acções, mas tenho muito respeito por quem dispõe do seu tempo para esta actividade nobre, que ajuda quem realmente tem problemas sérios.

 

Ter uma doença desse género é, em muitos casos, o aniquilar de planos futuros, de sonhos e de perspectivas. De quinze em quinze dias vou por gasolina no carro, mas nesta semana ponho-a parcelarmente. Vou a três bombas e, no final, tento manter uma conversa com essas pessoas. Por dez minutos que seja, é uma forma de eu credibilizar o seu trabalho e dar o meu contributo a esta época, que de outra maneira não o faria.

 

Fico pasmado, e chocado, é com a falta de sensibilidade das pessoas que, no entra e sai, nem sequer são capazes de olhar nos olhos quem ali colabora de uma forma muito digna. È por estas e por outras, movido pelos poderes dos pormenores, que eu não perco tempo no Natal. Nem compro prendas para ninguém



publicado por Gil Nunes às 12:02
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Justificaçâo de ausência

È imperdoável, mas voltei a falhar o meu compromisso de escrever um post diário. Não pensem que foi devido a falta de imaginação ou de episódios, mas decidi ocupar o meu tempo a dar "andamento" ao que falta dos "Pensos de Fígaro".

 

 O livro segue a bom ritmo, esperando eu corresponder às expectativas criadas. Mais do que um desafio, o livro expressa tomadas de posição sobre o panorama que nos rodeia, mais em concreto a ilusão que nos rodeia e que nos coloca palas nas ideias. Todavia, e superior a todo e qualquer problema, espero que o âmago do livro elucide os leitores relativamente à verdadeira essência que nos rodeia e que ajude a chutar para canto a mesquinhez e os problemas de unha encravada com que perdemos tanto tempo.

 

 Na história, que não quero ainda revelar em pormenor, fala-se de futebol, não fosse essa uma das minhas paixões. Nâo se preocupem as meninas, pois a sua utilização vem apenas no seguimento da história, servindo como cenário. Não haverá tácticas, nem cantos, nem penalties. Mas haverá o Chico, um amigo que faleceu em Abril e que deixa saudades. Não que tenha sido intimo nem confidente, mas porque sempre me pareceu uma pessoa com bom espírito e fundo límpido, pelo que a referência se justifica. Se um dia o livro, que tantos neurónios me queima, for um sucesso, pelo menos existirão mais pessoas a saber quem ele foi.

 

Depois deste aparte, volto-me para a escrita onde me preparo para criar uma personagem que vai mudar um bocado o destino da personagem principal. Bem-vindo ao mundo "Filó das Bocas"



publicado por Gil Nunes às 23:06
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
A anti-publicidade

 

Há determinadas formas de chegar ao consumidor que em vez de tornarem o produto apelativo geram no receptor um sentimento de asco. É assim que eu penso de cada vez que abro a minha caixa de correio e me deparo com uma enxurrada de folhetos. Depois, lá tenho eu de separar o trigo do joio, de forma a encontrar a correspondência que realmente me é interessada.
 
Já os tenho bem assinalados, não falha nenhum. De princípio até que pode ter sido feito de forma inconsciente mas ao longo do tempo essa rejeição foi transportada para o meu consciente. Tudo o que diariamente me chega à caixa de correio de forma não endereçada não é para comprar. Que sejam os preços mais baixos, os melhores produtos, uma enorme ocasião de mercado. Pelo bombardeamento constante, a minha resposta é não!
 
No rádio, também muitas vezes sou deparado com trabalhos publicitários que me geram o mesmo sentimento. Na M80, que muitas vezes ouço de manhã, quando estou mesmo a apreciar as minhas melodias de sempre, eis que surge o espaço “Body Slim”, produto destinado ao emagrecimento. Por muito que a entrevistadora se tente mostrar entusiasmada com a conversa, o entrevistado responde às questões sempre da mesma forma sensaborona e entediante. Absolutamente dez minutos completamente desinteressantes, nunca na minha vida comprarei ou recomendarei o “Body Slim”.
 
Para mim, a publicidade é eficaz a partir do momento que é inteligente. Basta, por vezes, conseguirmos chegar ao receptor no momento exacto para lhe despertarmos a atenção e o interesse. È claro que este desafio é difícil, mas acho que a estratégia do “bater na pedra” definitivamente não resulta!

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publicado por Gil Nunes às 10:42
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Barack Obama e Lewis Hamilton: O triunfo dos negros

 

Foi uma semana dedicada ao triunfo dos “negros”. Discutia ontem com dois amigos que por vezes o racismo é uma definição incompleta, na medida em que raramente se fala da discriminação do “negro” em relação ao “branco”.
 
Seja como for, pelo menos para mim, é um conceito completamente ultrapassado. Esta semana fica marcada pelos triunfos de Barack Obama e Lewis Hamilton. Nos Estados Unidos, a vitória dos democratas vai por certo fazer surgir ventos de mudança no panorama mundial, assente num maior rigor e controlo da economia e das questões ambientais. Fiquei contente, é certo, e penso que só nos devemos regozijar por esta boa notícia política.
 
Do mesmo modo, também a Fórmula 1 sofreu um pequeno “abanão” com a vitória de Lewis Hamilton. Depois de um curriculum exemplar nos escalões de formação, Hamilton confirmou-se como piloto corajoso, destemido e com espírito de conquista, arrecadando um triunfo justo. Para mim, os argumentos de que Hamilton muito deve à McLaren são válidos mas só até certo ponto: basta vermos o exemplo de Mário Andretti nos anos 90 ou constatarmos a vitória da Ferrari no campeonato dos construtores. Ainda assim, o meu piloto preferido continua a ser o Robert Kubiça
 
Foi, sem dúvida, uma semana extremamente curiosa, em que o mundo abraça dois novos líderes, um no desporto, outro na política.
 


publicado por Gil Nunes às 13:00
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