Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Memórias de uma Escola Primária
Hoje dei-me ao trabalho de recolher todas as memórias que tivesse do período em que frequentei a Escola Primária. Aqui vão algumas aventuras e desventuras do pequeno Gil, dos 6 aos 10 anos, aluno da Escola Primária do Maninho, na Madalena.



- Lembro-me que houve uma vez que, para me castigar de ter chegado tarde à escola, a minha professora me deu uma carrada de deveres para casa. Foi um verdadeiro pesadelo, dado que saía às 15h30 e o Brasil-México, para o Mundial de Juniores, começava às 18h30. Com grande perícia lá fiz os deveres todinhos e consegui ver o jogo a tempo. Ah, ficou 4-1 e brilhou o Paulo Nunes, que depois jogou no Benfica!



- A minha professora exigiu que todos os alunos tomassem um elixir que, segundo ela, garantia dentes sãos para o resto da vida. Aquela mistela era intragável mas, com medo das reguadas, lá tive que cumprir o calendário religiosamente. Coincidência ou não, hoje em dia os meus dentes são um caso de estudo para dentistas meus amigos. Nunca tive uma cárie;



- Se sobre os dentes o tratamento foi severo, o mesmo se pode dizer da coluna. A minha professora disse que eu tinha a coluna torta e que podia ter graves problemas ao longo da minha vida e, por isso, proibiu-me de carregar a mochila, caso único na turma. Coincidência ou não, hoje tenho algumas crises de coluna, mas nunca avassaladoras;



- Também fui obrigado, já na minha terceira classe, a voltar a redigir a letra “a” pois segundo a minha tutora a caligrafia não era minimamente aceitável. E uma tarde inteira assim fiquei, de giz em punho, até desenhar um “a” perfeito;



- Lembro-me também que outra professora estava a colocar uma baliza no recinto de jogos e me pediu para ver se a baliza tinha ficado alinhada. Pareceu-me bem e acenei com determinação. O pior é os meus olhos me tinham traído e, de facto, a baliza estava completamente torta. No dia a seguir passei o tempo a fugir da mesma professora com medo de ser repreendido. Até hoje não fui punido!



- No Natal, houve um aluno que se armou em herói para cortar um pinheiro de uma árvore gigantesca. Armado em Tom Sawyer, caiu de forma abrupta no solo. Incrivelmente, não teve qualquer lesão. Levantou-se e, como se nada fosse, voltou a cortar o pinheiro, desta feita de forma bem sucedida;
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Hoje dei-me ao trabalho de recolher todas as memórias que tivesse do período em que frequentei a Escola Primária. Aqui vão algumas aventuras e desventuras do pequeno Gil, dos 6 aos 10 anos, aluno da Escola Primária do Maninho, na Madalena.<br><br>

- Lembro-me que houve uma vez que, para me castigar de ter chegado tarde à escola, a minha professora me deu uma carrada de deveres para casa. Foi um verdadeiro pesadelo, dado que saía às 15h30 e o Brasil-México, para o Mundial de Juniores, começava às 18h30. Com grande perícia lá fiz os deveres todinhos e consegui ver o jogo a tempo. Ah, ficou 4-1 e brilhou o Paulo Nunes, que depois jogou no Benfica!<br><br>

- A minha professora exigiu que todos os alunos tomassem um elixir que, segundo ela, garantia dentes sãos para o resto da vida. Aquela mistela era intragável mas, com medo das reguadas, lá tive que cumprir o calendário religiosamente. Coincidência ou não, hoje em dia os meus dentes são um caso de estudo para dentistas meus amigos. Nunca tive uma cárie;<br><br>

- Se sobre os dentes o tratamento foi severo, o mesmo se pode dizer da coluna. A minha professora disse que eu tinha a coluna torta e que podia ter graves problemas ao longo da minha vida e, por isso, proibiu-me de carregar a mochila, caso único na turma. Coincidência ou não, hoje tenho algumas crises de coluna, mas nunca avassaladoras;<br><br>

- Também fui obrigado, já na minha terceira classe, a voltar a redigir a letra “a” pois segundo a minha tutora a caligrafia não era minimamente aceitável. E uma tarde inteira assim fiquei, de giz em punho, até desenhar um “a” perfeito;<br><br>

- Lembro-me também que outra professora estava a colocar uma baliza no recinto de jogos e me pediu para ver se a baliza tinha ficado alinhada. Pareceu-me bem e acenei com determinação. O pior é os meus olhos me tinham traído e, de facto, a baliza estava completamente torta. No dia a seguir passei o tempo a fugir da mesma professora com medo de ser repreendido. Até hoje não fui punido!<br><br>

- No Natal, houve um aluno que se armou em herói para cortar um pinheiro de uma árvore gigantesca. Armado em Tom Sawyer, caiu de forma abrupta no solo. Incrivelmente, não teve qualquer lesão. Levantou-se e, como se nada fosse, voltou a cortar o pinheiro, desta feita de forma bem sucedida;<br><br

- A jogar às caçadinhas, o meu adversário estatelou-se no chão e cravou os suspensórios nas costas. Tive que andar à pancada pela primeira vez com o primo da vítima e não me sai nada bem. Eu andava na 2ª classe e ele na 4ª;<br><br>

- Outra vez a jogar às caçadinhas, escorreguei e partir o nariz. No hospital, disseram-me que ele iria naturalmente ao sítio. E não é que foi;<br><br>

- Numa aula de Matemática, levei um grande raide de estalos por não saber classificar os triângulos;<br><br>

- Nos recreios costumávamos jogar futebol com bolas de ténis. Se depois me tornei guarda-redes naqueles tempos era avançado! Lembro-me que o guarda-redes se chamava Eduardo e era extremamente gordo. Um dia, antes de um teste, marquei um golo à Van Basten; domínio no peito e pontapé imparável para o fundo das redes. Fiquei eufórico;<br><br>

- No meu primeiro dia de aulas a professora mandou-me desenhar a chuva. Surpreendi tudo e todos depois de ter feito traços oblíquos. A professora, cautelosamente, perguntou-me porque motivo assim o tinha feito. Argumentei que sempre que chovia havia também vento dado que estávamos em Portugal;
<br><br>
- No final do meu primeiro ano, chamaram os meus pais à escola pois argumentavam que eu tinha comprado os livros. Os meus testes tinham todos 100%. A minha mãe negou e disseram que me iam mandar a uma escola especial fazer uns testes. Achei que aquilo era para totós. Por muito que argumentassem, não me convenceram. Não fiz o teste e continuei os meus estudos tranquilamente. Lembro-me que havia testes, no 2º e 3º ano, em que errei algumas questões propositadamente. Voltando atrás, a dos triângulos não sabia mesmo;<br><br>

- Uma vez, na cantina, armei-me em esquisito e recusei-me a comer castanhas. A minha professora não gostou da cena e… resultado, comi castanhas como nunca tivera comido. Hoje como castanhas normalmente;<br><br>

- Outra vez inscreveram-no coro, actividade que eu não gostava. Desafinava tanto que, enfim, lá me dispensaram. Ainda hoje…<br><br>

- Lembro-me de um jogo de andebol à roda do círculo em que ganhamos, “Os Tigres Inventores” às Águias Azuis por 26-19. Foi a primeira vez que me colocaram à baliza e fiz uma excelente exibição para gaúdio da plateia;<br><br>

- Como todas os jovens, tinha a minha paixão que era a Madaleninha. Uma vez dei-lhe um beijo na boca e apalpei-a. A minha professora soube e fui contemplado com um raide de estalos e umas orelhas de burro. O pai dela também soube e quis falar comigo, mas lá me consegui esquivar. Passados uns anos deu-me boleia numa tarde de chuva. Penso que me perdoou;<br><br>

- Levei também um raide de estalos por não querer ir às aulas de expressão musical. Aí, ficava a um cantinho á espera que a aula terminasse, sem dar nas vistas;<br><br>

- Havia na escola um peditório para se comprar uma televisão. Não me lembro como arranjaram o dinheiro mas a televisão era extremamente pirosa;<br><br>

- No 4º ano a grande final do campeonato de corridas, em que me qualifiquei. Perdi contra o Emanuel apesar de ter feito as duas primeiras voltas à frente; Ainda assim, confirmei os meus dotes de grande corredor: nos quatro anos nunca fiquei abaixo do 5º lugar. Também nunca ganhei;<br><br>

- Uma vez embirrei que os ovos não eram amarelos mas sim acinzentados. Pintei-os então mas mais uma vez um raide de estalos pois a argumentação de pouco me valeu. No exercício dizia que era para pintar os ovos de amarelos. Mas já alguém viu algum ovo amarelo???<br><br>

- Lembro-me que, nos recreios, gostava de ir dar de comer a um canário que a escola tinha. Semprei gostei de aves;<br><br>

- Numa peça de teatro fui chamado a representar um papel. Lembro-me que sublinhei as minhas deixas em azul. Não cheguei a subir ao palco pois no dia da peça adoeci e fui substituído;<br><br>

- Por último, lembro-me de ter levado com mais um raide de estalos, desta vez da responsabilidade do Prof. Ventura. Tinha comido à pressa, em casa dos meus avós, para estar a tempo e horas no grande jogo de futebol às 12h30. Acontece que a essa hora os meninos estavam a sair da cantina e houve um engraçadinho que se entupiu com cerejas, deitando as pegas para o chão. Adivinhei quem lá estava a beira? Nem sequer tive tempo de respirar. Assim fui eu acarinhado com violência sem sequer ter estado no local do crime. Ainda hoje desconheço o engraçadinho responsável;<br><br>


publicado por Gil Nunes às 17:43
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