Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Barack Obama e Lewis Hamilton: O triunfo dos negros

 

Foi uma semana dedicada ao triunfo dos “negros”. Discutia ontem com dois amigos que por vezes o racismo é uma definição incompleta, na medida em que raramente se fala da discriminação do “negro” em relação ao “branco”.
 
Seja como for, pelo menos para mim, é um conceito completamente ultrapassado. Esta semana fica marcada pelos triunfos de Barack Obama e Lewis Hamilton. Nos Estados Unidos, a vitória dos democratas vai por certo fazer surgir ventos de mudança no panorama mundial, assente num maior rigor e controlo da economia e das questões ambientais. Fiquei contente, é certo, e penso que só nos devemos regozijar por esta boa notícia política.
 
Do mesmo modo, também a Fórmula 1 sofreu um pequeno “abanão” com a vitória de Lewis Hamilton. Depois de um curriculum exemplar nos escalões de formação, Hamilton confirmou-se como piloto corajoso, destemido e com espírito de conquista, arrecadando um triunfo justo. Para mim, os argumentos de que Hamilton muito deve à McLaren são válidos mas só até certo ponto: basta vermos o exemplo de Mário Andretti nos anos 90 ou constatarmos a vitória da Ferrari no campeonato dos construtores. Ainda assim, o meu piloto preferido continua a ser o Robert Kubiça
 
Foi, sem dúvida, uma semana extremamente curiosa, em que o mundo abraça dois novos líderes, um no desporto, outro na política.
 


publicado por Gil Nunes às 13:00
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
In Queiroz I trust!

 

Neste país temos a mania da depreciação e do “bota-abaixo”, características que pouco ajudam na altura do infortúnio. Com bastante mágoa, reparo também que comentadores e jornalistas se juntam a este turbilhão de críticas e ataques, que mais não fazem do que dificultar o trabalho de quem é responsável por dar a volta por cima.
 
Tal como todos os portugueses, também fiquei desapontado com o resultado da selecção portuguesa frente à Albânia. Mais do que não ter jogado bem, a equipa portuguesa demonstrou não conseguir reagir à pressão e assimilar os princípios de jogo necessários a bater uma equipa perfeitamente ao seu alcance.
 
Com quatro jogos realizados, a turma das quinas soma um fraco pecúlio de resultados sem bem que a 75% as exibições foram bem conseguidas. Fizemos uma óptima partida frente à Dinamarca e frente à Suécia soubemos controlar o jogo e o resultado frente a uma equipa que está, tal como nós, nas oito melhores da Europa e num estádio onde é muito difícil pontuar.
 
Nesta altura do campeonato, com 40% da qualificação realizada, acho que Carlos Queiroz tem à sua frente um desafio que, a ser ultrapassado, poderá elevar os níveis morais de forma excepcional. Ou seja, só uma grande equipa poderá chegar ao Mundial e, a partir daí, a alavancagem necessária para se ultrapassarem adversários superiores estará também garantida.
 
Em termos de jogo, devo dizer que na minha opinião o seleccionador nacional está a tentar livrar-se da cristalização táctica em 4x3x3 sentida no tempo do anterior seleccionador. Com poucos treinos e rotinas de jogo assimiladas, é natural que o novo esquema ainda não esteja naturalmente fluido. Vamos dar tempo ao tempo e esperar que a bonança possa aparecer. Apelo, por isso, a um discurso mais positivo por parte dos “opinion makers”, de forma a que possamos remar todos para o mesmo lado. È preciso ter em linha de conta que o único treinador português a conquistar títulos a nível de selecção foi Carlos Queiroz. Eu, da minha parte, continuo a dizer: in Queiroz I Trust!

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publicado por Gil Nunes às 14:35
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
Red Bull Air Race em África

 

A Red Bull Air Race trouxe um milhão de pessoas às duas cidades, Porto e Gaia, durante o fim-de-semana. Além da espectacularidade desportiva, o evento representa também um importante dínamo ao nível da promoção turística e económica de ambas as cidades a todo o mundo.
 
Olhando para o mapa das provas, julgo que um novo enquadramento geográfico poderia dar ainda uma dimensão superior ao evento. Uma prova em África, aproveitando a riqueza da sua paisagem, poderia representar um importante estímulo ao nível da auto-estima, retirando uma das provas dos Estados Unidos.
 
Julgo que eventos deste género devem ter em atenção as zonas geográficas que mais poderiam beneficiar com isso, não se olhando estritamente para o aspecto económico da sua realização. Competições deste género devem, a meu ver, ter uma visão social e de benefício bem estabelecida, indo de encontro a objectivos estabelecidos pelo próprio mundo.
 
Neste âmbito, deveria ser de âncora para uma promoção ambiental, aproveitando-se o facto dos fumos provenientes dos aviões serem amigos do ambiente. Ao invés de saber desta informação através de um pequeno rodapé, porque não sabe-lo através de uma grande parangona? Sim, porque o jornalismo positivo não é uma escolha...é uma necessidade!

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publicado por Gil Nunes às 17:26
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Deixem pedalar o Sérgio Paulinho!

 

Ao longo da história dos Jogos Olímpicos, apenas 22 atletas (individuais ou colectivos) tiveram o privilégio de conquistar uma medalha para o nosso país. Se tal feito lhes pode conferir o estatuto de elite e de real serviço público prestado, há pessoas que não pensam assim.
 
Contra todas as previsões, Sérgio Paulinho conquistou a medalha de prata na prova de ciclismo em Atenas 2004. Naturalmente, passou a receber um subsídio estatal para realizar a sua preparação para os Jogos de Pequim. Alegando problemas de saúde-asma- o atleta decidiu permanecer em Portugal, pois no seu entender não estavam reunidas condições para uma boa prova.
 
A partir do momento em que foi conhecida esta decisão, levantaram-se vozes no sentido da crítica em relação ao subsídio, afirmando o aproveitamento do atleta em relação ao dito subsidio e do seu “descanso à sombra da bananeira”.
 
Em face dos factos, devo defender Sérgio Paulinho. A meu ver, parece-me mais que legítimo que um atleta que conquiste uma medalha olímpica deva ser apoiado. Como já disse, não é um feito muito comum neste país e o montante em causa, 1250 mensais, não me parece de todo uma exorbitância. Imagine-se que o atleta tinha participado na prova e desistido poucos minutos depois. Por certo, ninguém ousaria contestar o seu profissionalismo.

Do mesmo modo, entendo que há circunstâncias bem mais graves de desperdícios de dinheiros públicos neste país. Poderia falar do caso do aeroporto ou da nova ponte sobre o Tejo, mas nem preciso de sair da dimensão desportiva. Será que os dez estádios construídos para o Euro 2004 tiveram uma visão sustentável de utilização? Onde estão as pistas de atletismo, a modalidade que mais medalhas olímpicas deu ao nosso país? Em suma, entendo que enquanto não se proceder a uma revolução de mentalidades que impeça estas medidas, não estarmos equilibrados no que ao desporto diz respeito. Uma maior sensatez na oferta de infra-estruturas nas mais diversas modalidades e uma aposta mais efectiva nas camadas jovens dos clubes e no desporto escolar pode representar uma força de estímulo necessária à conquista de mais títulos.
 
Em vez de cinco potenciais medalháveis, façamos um esforço para elevar esse número. A bem de todos…e já agora deixem pedalar o Sérgio Paulinho!

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publicado por Gil Nunes às 16:41
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Domingo, 17 de Agosto de 2008
Olimpiadas- a "fezada" Bruno Pais

Estou decepcionado com a prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos. Se bem que o argumento de que o fraco apoio dado às ditas modalidades amadoras possa ser plausível, penso que à revolução de infra-estruturas dever-se-á juntar a revolução de mentalidades.

 

Defino como "nacional porreirismo" aquela velha mania que os portugueses têm de justificar a presença da pessoa apenas por simpatia, ou porque no passado fez algo que acharam de meritórios. Mas o que se passa é que às aguas passadas não movem moinhos, nem ganham medalhas!

 

Nesse encalço, não gosto de ouvir os atletas dizerem, antes da partida, que tudo vão fazer para dignificar o país. A esse papel de boa imagem do país passará por uma população mais séria e trabalhadora, altruísta e cumpridora das suas obrigações. Não é necessário nenhum atleta afinar por essa diapasão. Ao atleta, apenas um pensamento: trabalhar o máximo para vencer! Se não há infra-estrutras pelo menos que haja uma mentalidade vencedora, para que de futuro possam haver novos objectivos por parte dos mais novos, que à custa deste exemplo poderão desde já trilhar os caminhos de sucesso.

 

Amanhã é a prova feminina de triatlo. Eu e o Pedro Azevedo já temos lugar cativo para assistir à transmissão televisiva. Sim, estou confiante numa boa prestação da Vanessa, até porque acho que ela é uma atleta que tem sabido lidar com a pressão, além das suas inquestionáveis qualidades como atletas.

 

Porém, é no triatlo masculino que vem o meu grande palpite olímpico. Na senda das características dos portugueses, grande parte das vezes são os menos favoritos quem surpreendem. Tenho acompanhado a carreira de Bruno Pais e noto que nos últimos tempos tem evoluído ao nível de resultados. Será que, protegido pelo "escudo mediático" de Vanessa Fernandes, o jovem atleta não se consegue esgueirar e trazer a almejada medalha, numa espécie de "Sérgio Paulinho" número dois? Depois de um clube chamado Kaunas me ter ensinado, digo sem rodeios que vou seguir o meu instinto: vou apostar!


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publicado por Gil Nunes às 01:40
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Baliza de Portugal: A solução Hugo Ventura!

 

Com a deplorável exibição de Ricardo ontem, urge nova discussão sobre quem será o guardião português de futuro. Após vários erros acumulados em momentos decisivos, basta lembrar os jogos frente à Grécia (2004), Inglaterra (2004), Liechtenstein(2006)., Sérvia(2008), República Checa(2008) e Alemanha(2008), considero que o ponto de saturação em relação às suas exibições chegou. Penso até, que em algumas situações, devia ser responsabilizado como neste último jogo, onde foi claramente o elo mais fraco.
 
Tem algumas qualidades entre os postes, a jogar com os pés e a defender grandes penalidades. Mas o futebol é feito de cruzamentos, saídas destemidas e boa colocação. E isso Ricardo não tem, e para um guarda-redes da selecção é algo de grave. Numa solução esgotada, e que na minha opinião não deixa saudades, lançam-se as amarras para a discussão sobre quem deveria ser o próximo guardião da selecção.
 
Equacionam-se vários nomes. A eterna solução Quim parece-me inviável porque, apesar de o considerar mais eficiente que Ricardo, nunca se conseguiu impor durante um largo período de tempo. Eduardo e Ricardo Baptista, dois bons valores, precisam de ser colocados à prova em situações de risco para aquilatarmos a forma como aguentam à pressão. Nuno Espírito Santo e Hilário, com a chancela de eternos suplentes, não aparentam serem soluções definitivas, apesar de serem boas alternativas de convocatória.
 
Olhemos então para os jovens. Titular aos 19 anos na baliza do Sporting, Rui Patrício é um valor que vai trilhando o seu caminho de forma sólida, cometendo erros que são naturais e que lhe vão assegurando perspectivas de futuro. Está a ganhar confiança a sair dos postes, é seguro na baliza e tem um arcaboiço que lhe permite ganhar superioridade em algumas questões de jogo. Mas para mim a solução Hugo Ventura é mesmo a ideal. Titular nos escalões de formação do Futebol Clube do Porto, o jovem guardião demonstra uma segurança extrema em remates de fora da área. Fora da área, apesar da sua idade, tem uma confiança incrível, sabendo agarrar ou utilizar os punhos quando necessários. Destemido, tem bom timing de saída, saindo a jogar com extrema facilidade. É, na minha opinião, o guarda-redes português de futuro, necessitando apenas de oportunidades para naturalmente se impor na selecção nacional.
 
Dadas as extremas qualidades do atleta, e embora a sua colocação como nº1 seja arriscada, acho que seria de todo aconselhável convoca-lo desde já para a formação principal, de modo a ganhar algum traquejo, quer desportivo quer com as luzes da ribalta. É a solução Hugo Ventura!

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publicado por Gil Nunes às 11:34
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
A final de Wimbledon 1992 e o Cristiano Ronaldo das raquetes

Final do Torneio de Wimbledon, 1992, um dos melhores jogos de ténis que tive oportunidade de assistir. O renascido André Agassi, ainda com os seus cabelos ao vento, a defrontar o bombardeiro croata Goran Ivanisevic.

Com onze anos, assisti à partida ao lado de um primo meu que me entusiasmou para a magia da modalidade, explicando-me que ao contrário do futebol, o ténis não era um negócio. O argumento não resultou em cheio mas, todavia, serviu pelo menos para prestar plena atenção à modalidade, eu que na altura apenas conhecia nomes como Boris Becker, Michael Stich, Jim Courier ou Ivan Lendl.

Naquela tarde soalheira, começou melhor o croata, mostrando que o ténis afinal pode ser bastante prático. Com um serviço fortíssimo ou com jogadas implacavelmente ripostadas, o croata tomou a dianteira da partida.

O norte-americano, com uma persistência e tenacidade incrível, encontrou na partida segredos por desvendar, que lhe deram a vitória final. Na sua luta entre contraria a força contrária e dominar a partida através da sua técnica, André Agassi acabaria por vencer por 3-2, sendo este o ponto de nova partida para um novo estímulo na sua carreira.

Desde esse dia, sobretudo na década de 90, acompanhei o ténis com alguma atenção: Despertaram-me curiosidade nomes como Richard Krajicek, Pete Sampras, Cedric Pioline ou Tim Henman. No entanto, nenhum outro me cativou tanto como Marcelo Rios. O chileno foi, na minha perspectiva, um dos principais desperdícios do desporto, não indo de encontro ao seu espantoso potencial. Serviço poderoso, técnica, velocidade, criatividade num verdadeiro Cristiano Ronaldo de raquete na mão. Um desleixo imperceptível e várias polémicas nunca lhe conferiram um verdadeiro estatuto de lenda. No entanto, os seus recortes de génio ficam na memória de todos os apreciadores de ténis.


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publicado por Gil Nunes às 12:31
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