Domingo, 20 de Abril de 2008
Gliwice, dia 1

Parecia que estava a aterrar na lua. O avião descia para Cracóvia e poucas luzes se viam. A aterragem confirmou os anseios iniciais. Um aeroporto muito velho, absolutamente discreto e uma cidade semi-fantasma. A saída do aeroporto, e enquanto iamos em direcção ao centro da cidade, fiquei estupefacto com a ausência de iluminação ao longo de toda a viagem, numa estrada antiga com poucas pessoas na berma.

 

Fomos jantar a um restaurante de luxo da Cracóvia, onde não é permitido consumir bebidas alcoólicas. Apesar de estarmos numa zona muito animada e de ser sábado, a "noite" acaba muito cedo por estas bandas: às duas os estabelecimentos já estão praticamente fechados. Apesar de ser seguro, passear na rua pode ser uma experiência algo incomodativa, sobretudo pelo facto de seres estrangeiro e de estarem sempre a pedir dinheiro. A vida cá parece-me muito acessível. No restaurante de luxo, e muito bem jantado, paguei 6 euros. Na disco, ao todo, gastei mais 3 euros. A cerveja polaca é do pior que pode haver e o mesmo se pode aplicar à cola.

 

O Prozak tem uma entrada relativamente discreta, é certo, mas o seu interior tem uma imensidão de salas para diferentes tipos de música, à semelhança do que acontece com o Plano B no Porto. As discotecas obedecem todas mais ou menos a este estilo e não se cobram entradas.  Posso dizer, só para tirar um pouco a ponta do véu, que o conceito de noite é um pouco diferente daquele que temos em Portugal, sobretudo no que ao engate diz respeito.

 

Depois do Prozak, e com pouco tempo disponível, fomos ao Cien, uma discoteca de Luxo em Cracóvia, frequentado pelas estrelas de televisão, e ao Franctic, muito parecida com o Prozak, mas com mais ambiente.

 

Às 02h00, com a debandada geral, fomos para Gliwice. A viagem é ainda longa, cerca de 250 km, e a cidade é muito mais pequena comparada com Cracóvia. Fico num sítio relativamente isolado, muito industrial.Hoje vou tentar alugar um carro para amanhã visitar Auschwitz, que daqui fica a 70 km. Depois, se tudo correr bem, Praga é o limite (400 km)!



publicado por Gil Nunes às 11:51
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