Sábado, 7 de Junho de 2008
Fresh up for the ladies!

Tive o prazer de passar umas óptimas férias em Palma de Maiorca há quatro anos a esta parte. Terra conhecida pela sua animação nocturna, é também local de belos encantos paisagísticos, pelo que, para quem lá um planear uma visita, recomendo o aluguer de um carro e o respectivo desfrute.

 

Na noite propriamente dita, lembro-me de um pormenor que a mim me incomodou bastante. Nas casas-de-banho dos bares e discotecas, de forma regular, um indíviduo formalmente vestido tentava vender os seus cosméticos. A cada 30 segundos, um sonoro cântico de venda "Fresh up for the ladies, fresh, fresh". Confesso que tal cenário nunca me tinha apresentado mas o que mais me incomodou foi o desprezo com que as pessoas que lá passavam, com aparente ar de felicidade, ignoravam a dita personagem.

 

Por muito que não saibamos a hístória de vida daquele indivíduo, é um facto que a sua missão naquele local não é de todo agradável. De forma sistemática, reparei que praticamente ninguém o olhava, numa intenção com pleno acto discriminatório. Numa das vezes confesso que me chegou a agoniar a forma como as pessoas entravam e saiam daquele local tratando aquele homem como se fosse um pilar de cimento.

 

Se este episódio me deixou incomodado, muitos outros me afligem. Penso que a discriminação se faz em pequenas coisas, como se as pessoas desejassem a todo o custo o passaporte para a normalidade social.


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publicado por Gil Nunes às 16:04
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2 comentários:
De Merlin a 11 de Junho de 2008 às 02:32
Caro ‘Espada do Rei Artur’,

Por favor comece a catalogar os seus textos de forma condizente. Não pude deixar de reparar na ‘Tag’ Filosofia; ora que se saiba a filosofia ainda não tem nenhum ramo denominado parvoíce.
Chame-lhe ‘filosofia de café’ ou ‘pseudo-filosofia’ e não assuma uma careta que não assenta com a sua cara.

É engraçado como a ‘história do coitadinho’ enche o ego ao pobre de espírito que a relata e finge preocupar-se com a situação porque pensa ele, fica bem, é de bom-tom, e cativa o leitor para a sua extrema sensibilidade quase feminina.
O leitor mais perspicaz no entanto não fica com dúvidas sobre quem procura o tal passaporte de que fala.


De anónimo a 11 de Junho de 2008 às 11:59
Para falares assim é porque há mourinha na costa


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