Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Albânia ou o capricho de Enver Hoxha

 

Ontem, depois de uma noite de Pro Evolution Soccer na Mansao, cheguei a casa um pouco cansado mas ainda assim com curiosidade para saber um pouco mais sobre a Albânia e o seu ditador Enver Hoxha.
 
Proibiu os automóveis particulares, obrigou os estrangeiros a raparem o cabelo e vetou completamente qualquer tipo de manifestação religiosa. A Albânia, e o seu ditador Enver Hoxha, sempre despertaram a minha curiosidade, sobretudo pela visão primária de falta de aproveitamento do potencial geográfico deste país, que faz parte dos Balcãs e está relativamente próxima do Norte de Africa, tendo fronteira estabelecida com a Itália, por exemplo.
 
Nas últimas décadas, a história da Albânia confunde-se com a do seu ditador Enver Hoxha. Nascido em Gjirokaster, na mesma cidade de Ismail Karate(considerado o maior escritor albanês de sempre), o regime de Enver Hoxha resultou num isolamento profundo do país, com uma pesada herança que ainda hoje tem profundas repercussões na falta de alavancagem económica do país.
 
Após a II Guerra Mundial, altura em a Albânia sofreu com a invasão italiana, Enver Hoxha tomou o poder e instalou o socialismo no país. Aí protelou por uma política de culto da imagem, promovendo uma industrialização forçada à custa das matérias primas existentes no solo albanês, como o carvão e o petróleo. Na história ficam grandes desavenças políticas com Tito por causa da questão do Kosovo e a sua aliança com Estaline durante o confronto URSS-Jugoslávia, política que transportaria para o seu país
 
À custa da falta de planeamento e metodologia do país, a Albânia endividou-se cada vez mais até chegar a um ponto de ruptura na década de 70. Este “último bastião do estalinismo” na Europa ainda tentou uma aliança estratégica com a China nesta época, que viria a ser efémera dado ter terminado em 1978. Num isolamento total, a Albânia viveu em grandes dificuldades até 1985, altura em que morreu Enver Hoxha.
 
Nos dias de hoje, e depois de muita instabilidade política, a Albânia tenta, com muitas dificuldades, alavancar a sua economia trucidada no seio de uma Europa desenvolvida. Para trás ficam períodos de sérias dificuldades e de escolhas políticas deficientes que hipotecam o futuro dos jovens daquele país.
 

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publicado por Gil Nunes às 10:48
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