Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
A dificil arte de dar conselhos- Conhecendo-me a mim mesmo!

 

A difícil arte de dar conselhos. Eu raramente os dou, pois nalguns casos tenho medo de ser ouvido e a minha opinião não coincidir com a realidade. Se não atentemos no próprio ramo da psicologia e na janela de Joady: uma coisa é a forma como nós nos vemos, outra coisa é a forma como vemos os outros e, noutro parâmetro, ainda temos de contar com a forma como os outros se vêem a eles mesmos.
 
Na minha vida, tenho visto toda a gente a dar conselhos a toda a hora. Se bem que na maior parte dos casos penso que o acto seja realizado em boa-fé, considero também que se trata de uma espécie de “salto no desconhecido”. Com efeito, a forma como conhecemos as pessoas, por muito perfeita que seja, pode resvalar numa série de condicionantes que transformam o certo no errado.
 
Isto tudo porque normalmente encaramos a forma como vemos os outros como o próprio conhecimento, ao invés de termos em linha de conta os outros factores. Acho, por isso, um risco muito grande. Acho sim mais sensato tentar transmitir força às pessoas, se bem que na maior parte dos casos esta perspectiva seja de todo impopular, isolante...mas necessária!
 
No meu caso, também não sou muito de pedir conselhos. Sou daqueles tipos que, mediante as situações, desenho várias hipóteses de saída tomando em linha de conta qual delas posso tirar maior benefício. Confesso que, às vezes, faço vários esquemas sobre como reagir a uma situação caso ela dê para o torto, colocando todas as hipóteses de forma a não ser surpreendido.
 
Na minha perspectiva, encaro também as situações tendo em conta algo que já manifestei anteriormente: os maus momentos são uma dádiva e uma oportunidade para brilharmos. Por muita rasteira que possamos ter, devemos ter em linha de conta que as grandes piruetas assim começaram!

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publicado por Gil Nunes às 17:08
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1 comentário:
De Cláudia a 17 de Julho de 2008 às 15:57
O prometido é devido...encontrei no teu blog um tema que me cativou e é hoje que vou deixar aqui o meu comentário...um tanto longo...mas longo como é a filosofia da vida...
Eu também não tenho por hábito dar conselhos. Pelo menos, não a toda a gente. Porque infelizmente corremos o risco de sermos ouvidos e de um dia nos apontarem o dedo.
Mas gosto muito de dar força, de tentar animar alguém , seja quem for. Não gosto de ver ninguém em baixo. E adoro um bom sorriso, não um sorriso forçado mas um sorriso vindo do fundo da alma...alegre, espontâneo .
Mas aqui aplica-se o velho ditado "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço". Porque é muito mais fácil animar os outros do que nos levantarmos quando nós próprios caímos.
Mas concordo plenamente contigo. A vida és isto mesmo. Um eterno cair e levantar. Esperar sempre por algo que nos coloque um sorriso no rosto... E voltar a errar...


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