Sábado, 11 de Outubro de 2008
Passaporte educacional

 

Olhando para o sistema educativo português, lamento constatar que na maior parte das vezes tratam os alunos da mesma forma quando, no meu entender, a forma de análise devia ser bem distinta mediante os resultados, empenho e atitude dos alunos.
 
Porque entendo que o sistema educativo deve beneficiar os bons alunos em detrimento dos maus. Se já aqui falei do meu desagrado relativamente à possibilidade de aprovação dos alunos até ao 9º ano, repudia-me também a falta de sensibilidade relativamente àqueles que apresentam bons resultados.
 
O bom aluno representa o cumprimento de uma responsabilidade social, a esperança no trabalho das gerações vindouras, a reviravolta para uma comunidade melhor e mais equilibrada. Ao apresentar resultados de mérito, o bom aluno deve ser recompensado da mesma forma que um profissional na sua área de acção. Infelizmente, apenas constato cerimónias isoladas promovidas por associações, juntas ou câmaras, em que o aluno recebe um diploma e uma salva de palmas. Apesar destas acções serem meritórias por parte dos seus impulsionadores, o que é facto é que sinto um travo amargo na sua consequência, dado não sentir da parte delas um verdadeiro estímulo para o aluno.
 
Olho para o sistema educativo e lembro-me do “passaporte cultural” lançado pelo Pelouro da Cultura da Câmara de Gaia. Em boa hora se realizou esta iniciativa, que premeia aqueles que são consumidores compulsivos de cultura. Transversalmente, o “passaporte educacional” poderia causar um real impacte no bom aluno, estimulando-o em busca de melhores resultados.
 
Atribuindo prémios vários como um intercambio estudantil, estadia em famílias de outros países, viagens culturais, participação em encontros e fóruns de todo o mundo. Deixo aqui alguns exemplos de medidas para uma espécie de “cartão de pontos”, medida a meu ver fulcral no combate educacional. Mais do que um processo contra o abandono escolar, o fenómeno da educação deve ser um sistema de benefício para com aqueles que trabalham, rendem e brilham!
 


publicado por Gil Nunes às 15:48
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1 comentário:
De Porquinho Preto a 12 de Outubro de 2008 às 11:33
Em certos países os alunos são valorizados, para além das disciplinas curriculares, com o trabalho que prestam na comunidade e nas actividades que fizeram extra-time.... Culturas!!!!


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