Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Natal: Visão Muito Fria e Visão Emotiva

Natal Para mim o Natal é um dia como os outros. E sobre este tema tenho duas visões: uma muito fria e outra mais emotiva.

 

Visão muito fria

 

Tal como outros dias do ano, como o Dia dos Namorados ou o Halloween, a simbologia da data é exacerbada tendo em vista o cumprimento dos desígnios do consumismo. Nesta data compra-se mais, com a desculpa de que a festa da família é sinónimo de fraternidade e de reunião.

 

Uma profunda hipocrisia,porque se fossemos levar este significado o máximo chegaríamos à conclusão que o dia 26 de Dezembro é o dia mundial da hipocrisia. Entendo que o ano inteiro, nas suas 365 fatias, é feito de momentos partilhados com famílias e amigos. Na minha opinião, o Natal não é preciso para nada. Basta darmos valor à vida, e eliminar a mesquinhez, durante todo o tempo do ano.

 

O meu Natal, para que se saiba, é passado a ver filmes e a jogar Football Manager, hábito que conservo há vários anos e que este ano não vai ser excepção.

 

Visão emotiva

 

Apesar de não gostar do Natal, o meu contributo à época faz-se uma semana antes. Às portas das bombas de gasolina, por esta altura, costumamos encontrar vários membros da Liga Portuguesa de Oncologia a realizar o seu peditório anual. Infelizmente não posso mudar o mundo e até sou um pouco renitente em relação a este tipo de acções, mas tenho muito respeito por quem dispõe do seu tempo para esta actividade nobre, que ajuda quem realmente tem problemas sérios.

 

Ter uma doença desse género é, em muitos casos, o aniquilar de planos futuros, de sonhos e de perspectivas. De quinze em quinze dias vou por gasolina no carro, mas nesta semana ponho-a parcelarmente. Vou a três bombas e, no final, tento manter uma conversa com essas pessoas. Por dez minutos que seja, é uma forma de eu credibilizar o seu trabalho e dar o meu contributo a esta época, que de outra maneira não o faria.

 

Fico pasmado, e chocado, é com a falta de sensibilidade das pessoas que, no entra e sai, nem sequer são capazes de olhar nos olhos quem ali colabora de uma forma muito digna. È por estas e por outras, movido pelos poderes dos pormenores, que eu não perco tempo no Natal. Nem compro prendas para ninguém



publicado por Gil Nunes às 12:02
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2 comentários:
De a 24 de Novembro de 2008 às 22:16
Concordo por completo com este post. Não gosto mesmo nada do natal, a hipocrisia vê-se, só não vê quem não quer, as pessoas limitam-se a comprar porque também lhes vão dar e realmente só nesta altura é que se lembram dos que andaram a passar fome durante o ano inteiro... Enfim...
Bjo


De Dylan a 28 de Novembro de 2008 às 14:48
Concordo com a visão fria. Curto e grosso.


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