Domingo, 18 de Fevereiro de 2007
Adriano+Bueno+Zé Carlos
Três jogadores de diferentes clubes, três jogadores que nem sempre são titulares mas que são do meu agrado. Zé Carlos provou no jogo com o Parma com o seu golo uma invulgar apetência pela baliza, aliás algo que já lhe reconhecia dos tempos em que jogava do Marítimo. Neste lance consegue dominar com o peito e fazer uma mudança repentina de velocidade, dois pormenores que fazem toda a diferença na construção do golo. Em jeito de comparação imaginem o que faria um ponta-de-lança somente "vulgar"
Não é nenhum Van Basten por certo mas tem um faro de golo extremamente apurado. Está sempre no sítio certo para concretizar, tem dois pés razoáveis e sabe desmarcar-se no timing certo apesar de nem sempre a equipa jogar para ele. É um verdadeiro goleador, um jogador que garante sempre aproveitamento em todas as equipas por onde passa. Apesar de não ser nenhum portento técnico, o que é certo é que é de utilidade extrema.
Quanto a Bueno continuo e continuarei a teimar na sua qualidade. Considero ser extremamente complicado jogar na dianteira do Sporting tendo Liedson como parceiro, elemento que com as suas constantes movimentações retira espaço ao seu companheiro de ataque. Veja-se o que aconteceu com Deivid por exemplo. Aguerrido, com velocidade e com uma mobilidade assinalável, Bueno está lentamente a perceber a melhor forma de interagir com o brasileiro. Atingiu o auge com os quatro tentos marcados ao Nacional mas por certo o melhor está para vir. Para mim, de todos os que passaram pelo papel de navegador de Liedson, Bueno é o que melhor se está a adaptar a esta nova "sintonia"

Três exemplos

Zé Carlos(Braga-Parma)



Adriano(F.C.Porto-Paços Ferreira)



Carlos Bueno(Sporting-Nacional)



publicado por Gil Nunes às 00:43
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Era um copo de tinto, faz favor
É penoso, para um jovem da minha idade, ter de me levantar cedo a um domingo. Contudo quem corre por gosto não cansa e como gosto muito de fazer observações de camadas jovens as horas perdidas na cama acabam por se tornar um investimento. Um dos campos que costumo visitar com frequência é o campo Rei Ramiro, onde joga o Candal. Aí sou deparado com um cenário bem português:
Enquanto eu, com o corpo a tilintar de frio, tento aquecer as mãos para escrever, ao lado no bar do clube a azáfama é grande. São 9h00 e vejo o vinho tinto a sair como bifanas numa roulotte da Queima das Fitas. "Era um copo de tinto, faz favor". Uma vez vi em Palma de Maiorca um casal de alemães a comer ostras ao pequeno-almoço. Ri-me e chamei-os de extravagantes. Mas o tempo deu-lhes razão: o extravagante sou mesmo eu!
No outro dia decidi fazer uma visita ao bar. Como não bebo café pedi um bollycao. "O quê" perguntou o empregado como se eu estivesse numa discoteca a pedir chá de tília. Repeti educadamente e o empregado lá compreendeu, antes de procurar atarantadamente onde estavam os ditos bollycaos. Ei-los na última prateleira, lá bem escondidos. E lá fui eu todo contente a comer o meu bollycao de 1965 e a ver o resto do jogo com toda a tranquilidade.


publicado por Gil Nunes às 00:26
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
Composição de Gil Nunes 5ºB
Tinha aqui guardado no pc. Escrevi esta composição tinha 11 anos. É talvez o mais antigo documento por mim escrito.Espero que gostem!



Lá longe, nas Terras do Amazonas, havia uma floresta muito especial. Era a floresta amarela e vamos viver com eles uma história.
Todos os habitantes estavam reunidos em casa da Apressada Apressada que era uma ovelha campeã nacional e internacional de corta-mato que tinha muitas medalhas de ouro.
- Bom, vamos ao que interessa-disse Apressada- ultimamente esta floresta tem estado muito aborrecida, eu sou uma ovelha muito activa e não gosto de ambientes parados. Proponho que digámos as nossas sugestões e a sugestão mais votada quebrará a monotonia. Um de cada vez dará a sua sugestão.
- Uma escola de culinária-disse o Porco Camélio
- Uma estação de televisão- disse o Zé Microfone
- Uma máquina de fazer árvores- disse a dona Cândida
- Um avião-disse Samorana
- Um campeonato desportivo-disse Simão;
- Concordo com o porco- disse a Dona Úrsula;
- Eu proponho uma coisa diferente-disse o Prof.Sabichão-andei a vasculhar os arquivos da floresta e verifiquei que nunca se comemorou o aniversário da floresta. Por isso podíamos ser os primeiros.
- Estupendo, genial! Uma cabeça este rapaz!
- Bom, disse Apressada, essa comemoração acontecerá na Quinta Feira, 7 de Maio, no Parque Gedeão e todos devem comparecer às 10h30. A partir daí todos fizeram energicamente os preparativos com grande entusiasmo.
-Trim, trim...9h00, Apressada apareceu no Parque porque era ela a coordenadora da festa;
-10h30- Começa o espectáculo A abrir os Pandas Pontes fizeram o seu festival de ilusionismo.
-11h00- Jogo das Pipocas(este jogo consiste em ver quem come mais pipocas).Vitória, vitória, cantava Simão que era um grande comilão;
-12h00- O almoço, todos se fartaram de comer;
-15h00- O grande baile, os melhores dançarinos apareceram e dançaram muito:
A festa foi um sucesso e na manhã seguinte chegou uma carta da Associação dos Presidentes da Floresta dizendo o seguinte. "Caros habitantes da Floresta Amarela: Achámos graça à vossa festa por isso as nossas florestas que são 100 resolveram também fazer festas de aniversários de florestas e vocês(se aceitarem) virão a todas para comerem e beberem muito. Parabéns pelo vosso conselho. Respeitosamente, Leão!
Assim os nossos amigos quebraram a monotonia dos dias e passaram a ir a muitas festas!


publicado por Gil Nunes às 23:54
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Youtube, SpiderWeb e Spud Webb
Já verificaram as múltiplas funcionalidades do Youtube. Além de nos permitir ver vídeos de todo o mundo, este sítio é também uma delícia para os amantes de música. Coleccionador inveterado, tenho na minha posse uma data de vhs com videoclips que juntei desde os primórdios da minha adolescência. Hoje, contudo, em vez do velhinho vídeo vou passar a utilizar o Youtube para voltar a rever algumas malhas que me marcaram. Para partilhar com todos aqui ficam cinco exemplos:

Dandy Warhols- Not if you were the last junkie on Earth



Lit-Miserable



Hole-Malibu



Nada Surf-Popular



No Doubt-Spiderweb



E por falar em "Spiderweb" veio-me à cabeça o nome de um grande jogador de basquetebol. "Spud" Webb, com apenas 1,70 metros, cometeu uma proeza incrível ao bater na final do concurso de afundanços de 1986 o gigante Dominique Wilkins. Um espectáculo este baixote!


publicado por Gil Nunes às 00:44
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007
O documentário de Salazar- O problema do contexto + Pequeno Grande Pormenor
Vi o documentário sobre Salazar na série dedicada aos "Grandes Portugueses". Sem querer questionar a obra do ex-governante português, penso que se deve reflectir, de facto, sobre o problema do contexto interno e externo do país naquele momento temporal de forma devidamente documentada. Numa Europa fustigada por interrogações porque motivo um homem decidiu basear a sua doutrinária em princípios de autoritarismo? Será que ao longo de quarente anos isso foi a tábua de salvação da nação? Apesar de ter visto o documentário ainda vou continuar o meu estudo sobre esta personalidade que verdadeiramente me fascina em toda a sua dimensão dado ainda não ter a real noção do problema da sua análise, ou seja, o contexto. Aí, a meu ver, reside a chave de todo o pensamento salazarista.



Pequenos grandes pormenores musicais

No documentário, quando se explicavam as primeiras medidas de Salazar como Ministro das Finanças, é mostrado o gráfico da amortização da dívida externa que de 1928 a 1950 desceu de forma brusca, em cerca de 39 pontos percentuais. Curioso foi o facto do realizador utilizar como música de fundo o "Right Here, Right Now" de Fatboy Slim, uma música dos anos 90 que à primeira vista nos faz despertar o sentimento de suspense. Contudo, um contador decrescente no video-clip dá-nos pistas sobre qual terá sido o click criativo do realizador.

Right Here Right Now(Youtube)



publicado por Gil Nunes às 00:51
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007
Troca de informação
Muitos são os pais que acalentam o sonho de verem os filhos a pisarem Old Trafford ou Camp Nou. É certo que um homem só vive na sua plenitude quando tem ao leme um sonho que todos os dias o faz voar mais alto. Todavia, também é certo que nem todos os sonhos se transformam em realidade. Para tudo na vida é necessário discernimento e inteligência.
Chega a ser assustador! Tem força, técnica, poder de explosão, finta curta, bom remate com ambos os pés, jogo de cabeça, velocidade. Cristiano Ronaldo tem atributos naturais que fazem dele um predestinado na arte do pontapé na bola, bola essa que parece fazer parte integrante do seu corpo. Mas quantos “Ronaldos” existem? Mais uma vez, discernimento e inteligência. Saber que tipo de atleta temos em casa, se de alto se de baixo potencial. Aconselhá-lo, guiá-lo, em busca da sua realização como indivíduo.
O nosso mundo é cada vez mais exigente. A palavra proximidade ganha assim uma pertinência relevante na formação do jovem atleta, na sua generalidade sujeito a três palcos distintos: casa, escola e clube. Será necessária a criação de laços fortes e a troca de informação de forma constante para que o jovem consiga desenvolver-se da melhor maneira possível, sabendo ultrapassar os momentos menos bons de cada um dos palcos que indirectamente podem ter influência com os restantes.
Conhecer os jovens, criando plataformas que englobem o sistema educativo, a família e o clube desportivo. Todos juntos em prol da criação de bons cidadãos de futuro, equilibrados e com sentido de justiça!


publicado por Gil Nunes às 23:38
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Apocalypto
Através do filme de Mel Gibson fiquei a saber um pouco mais sobre a civilização Maia. Curioso é também ver duas perspectivas distintas sobre a mesma civilização através de dois filmes. Enquanto que o diário de Ché Guevara nos deixa ficar a ideia que foram os colonizadores quem destruiram os Maias e fizeram impor o seu estilo através da barbaridade e da violência sem tréguas, neste filme somos confrontados com um pensamento interessante: afinal a queda de uma civilização faz-se quando ela se começa a destruir a ela mesma. E será que isso não é bem pertinente em bom português falando? E, passando para o quotidiano, não será verdade que tudo o que conquistamos cai a partir do momento em que deixamos de acreditar nessa coisa? Sim, porque nós construimos as nossas micro-civilizações todos os dias da nossa vida. Os pilares aguentam, uns acreditam. Tudo cai quando não se crê!


publicado por Gil Nunes às 00:14
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007
Armazéns Marques Soares
Hoje fui buscar um fato aos Armazéns Marques Soares. Se bem que não tenha nada contra o dito armazém o que é certo é que há coisas que me incomodam. Ao lá entrarmos parece que voltamos ao ano de 1985. Seja pelo trato das pessoas, pela forma como as peças estão dispostas ou mesmo pelo elevador que serve de transporte à roupa comprada,tudo me parece o mesmo desde há 20 anos a esta parte, altura em que, alguns dias por semana, tinha de ir à baixa, costume que hoje se perdeu. Na visita tocou-me o telemóvel e ainda me assustei, pensei que tudo se fosse volatizar, tal o meu nokia estar completamente desenquadrado da paisagem. Na porta, à saída, uma sensação dúbia. Os Peugeot 206 e um tipo com um PDA fazem-me respirar de alívio e sendo assim nem olho para trás. Tenho medo de ver o novo episódio do Dallas na televisão!


publicado por Gil Nunes às 00:26
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
A conscencialização de morte e a eliminação de mesquinhez como factores de felicidade
Já imaginaram o que seria se fôssemos eternos? Seria terrível, por certo. Hoje em dia já nos atropelamos por causas que ainda não descortinei bem, só mesmo lendo “A Velha Angústia” de Fernando Pessoa. E para quê, pergunto-me muitas vezes. Para termos uma felicidade efémera, um reconhecimento que nada mais é do que momentâneo. Se não tivéssemos algo de enigmático na nossa existência, um final que nos ultrapassa, a nova vida seria o verdadeiro inferno. Pois, porque se a morte não existisse o ser humano por certo já a teria inventado, tão maquiavélico que é, tendo uma história de vida que nada mais é que uma negação da sua verdadeira essência.
Tenho aproveitado as minhas noites para estudar, de forma anárquica, puxado por todo ou qualquer tema que naquele momento desperte a minha curiosidade. Foi assim com o sebastianismo, com o aquecimento global ou com noções básicas de física quântica, uma nova forma de se darem novos mundos ao mundo tal como nós o fizemos há seis séculos a esta parte. Faço-o por gosto e também como terapia e antídoto a um factor que considero o principal responsável pela nossa desgraça: a mesquinhez.
Olho à minha volta e assusto-me! É falar do penteado deste e daquela, daquele comentário que pode afectar a nossa posição, o nosso respeito. Micro-histórias atrás de micro-histórias que me revoltam. E à nossa volta os cientistas descobrem como parar um raio de luz, descobrem novas formas de combate ao aquecimento global, novos tesouros da literatura portuguesa. Mas ninguém quer saber!
Na imensidão da nossa vida, penso que se deve proceder a uma filtragem. Não somos eternos, por certo, e a filtragem é necessária. Quando um minuto de reflexão vale mais que vinte e quatro horas sensaboronas. Sim, porque também não somos eternos e o relógio é implacável. E temos de aproveitar cada minuto que passa…


publicado por Gil Nunes às 12:34
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O meu poema
Este é o meu poema favorito, desfrutem!



Esta velha angústia

Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.

Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...

Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.

Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?

Estala, coração de vidro pintado!


publicado por Gil Nunes às 12:10
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