Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Quem espera sempre alcança

Tenho por hábito questionar os mais velhos que eu relativamente à veracidade de certos provérbios populares. Se já cheguei à conclusão que adágios como "a nossa liberdade acaba quando começa a dos outros" ou "duas cabeças pensam melhor que uma" são completamente discutíveis, outros há que ainda não consegui chegar a conclusões definitivas.

 

Um deles é "quem espera sempre alcança". As pessoas mais velhas dizem-me que este provérbio é completamente real. No entanto, fruto talvez da minha impaciência, ainda não estou totalmente de acordo com ele. Entendo que se tal raciocínio for semelhante à inércia em contraponto com pró-actividade ai o ser humano fica a perder, sobretudo por falta de capacidade de iniciativa.

 

No entanto, dou espaço a que tal se concretize para daqui a alguns anos. Se as pessoas assim o dizem no seu senso comum, de uma forma absolutamente uniforme, é porque de facto haverá pouco espaço para hiatos. Resta-me esperar...

 


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publicado por Gil Nunes às 20:03
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Cor de laranja, amarelo e cor de rosa e o estranho caso do verde

São as três cores que me provocam repúdio. Efectivamente, não tenho nenhuma peça de vestuário em que existam essas cores. Não acho que sejam masculinizáveis, parecem estar numa redoma rejeitável á partida.

 

Gritam e berros em tons de agudo. São estridentes e excêntricas, pintadas numa tela que não me tem a mim como pintor. Dizem que o cor-de-rosa está novamente na ribalta mas sinceramente acho mais fácil eu naturalizar-me paquistanês. Quanto ao amarelo, bom, nem as minhas esponjas de banho têm essa cor, apenas uma t-shirt que não raras vezes uso como pijama. E quanto às laranjas…bem, quando Deus criou o mundo esqueceu-se de pintar um fruto e aí colocou a cor esquecida na sua palete de tintas. E eu não vista roupa de cores esquecidas.

 

O verde é um verdadeiro caso de estudo. Não encontro nenhum motivo para ter qualquer rejeição em relação a esta cor mas, embora com algumas excepções a muito ténue, não me consigo sentir bem encaixado com este tom sportinguista. Digamos que não o acho vencedor, que o meu ADN não foi formado tendo em vista a associação desta cor. Também não vejo a tranquilidade verde como a maior parte das pessoas. Digamos que é uma espécie de amorfo imposto e enrolado em tons de croquetes de harmonia burguesa.


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publicado por Gil Nunes às 17:19
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Johann Duveau, Rui Jorge e o falhanço de Mielcarski

Para hoje três recordações futebolísticas:

 

Johann Duveau

 

- Estava eu na estrada dos Carvalhos a caminho de casa, ouvindo o rescaldo do jogo Marítimo-Benfica. Os insulares eram na altura comandados por Augusto Inácio e na sua equipa pontificava o guarda-redes Van der Straeten. Nesta altura, porém, ficou na memória outro jogador, Johann Duveau. O extremo esquerdo francês entrou na partida ainda na primeira parte e foi substituído a meio da segunda parte, numa situação que não é normal e que justificadamente poderia ter provocado desmotivação. Augusto Inácio, num discurso invulgar, prontificou-se a salvaguardar o jogador, dizendo que não estava a jogar mal e que tal medida se devia apenas a opção técnica.

Esta frase ficou-me na memória enquanto entrava na A1 em direcção a casa.

 

 

Rui Jorge

 

Num F.C.Porto-Panathinaikos a contar para a Liga dos Campeões, sob um intenso dilúvio, o defesa esquerdo Rui Jorge foi vítima de uma entrada violentíssima. Contorcendo-se com dores, rapidamente trocou os esgares por um largo sorriso. Na conferência de imprensa justificou que o dito grego apenas tinha dito “Pardona Signore”, num “italo-helénico” extremamente engraçado.<br><br>

 

 

Mielcarski

 

Depois de uma época em que Domingos tinha carregado a frente de ataque do F.C.Porto às contas, chega à invicta um possante polaco com chancela de goleador. O polaco Mielcarski começa a mostrar sérios argumentos e produtividade num torneio de pré-época, sobretudo depois de uma soberba exibição frente ao Steaua de Bucareste.

Na Liga dos Campeões, o F.C.Porto empata o seu primeiro jogo em Nantes, com um falhanço incrível do polaco. Bem servido por Domingos na área, não consegue fazer a transposição do joelho para o pé, atrapalhando-se e falhando um golo praticamente feito.

A carreira do polaco de azul-e-branco sofreria um forte revés na jornada seguinte frente ao Aalborg, quando se lesionou no ligamento cruzado anterior e ficou afastado dos relvados por vários meses. Para o seu lugar entrou Rui Barros, que marcou os dois golos da equipa.


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publicado por Gil Nunes às 12:45
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Room 205- revolução no cinema de terror

Fui hoje ver o filme dinamarquês "Room 205" no âmbito do Fantasporto. Devo dizer que, se falarmos em termos de filmes de terror, a película estava extremamente conseguida, com um bom argumento e com momentos de suspense repletos de timing. Gostei sobretudo da simbologia dos espelhos como passagem, neste caso entre vida e a morte, explorada num sentido elaborado de relação com o passado da personagem.

No seguimento, e depois de também ter visto muitos filmes do género quero aqui deixar algumas ideias para uma melhoria global dos filmes de terror.

 

1- Retirar a música quando algo de frenético vai acontecer. É óbvio que a música aguda já representa uma tradição neste tipo de filmes mas não seria muito mais emocionante se a música não existisse?

 

2- A própria cena de terror está repleta de indicadores que automaticamente preparam o espectador. Sejam os corredores, o ambiente escuro ou os espelhos são indutores de mecanismos de defesa por parte de quem assiste ao filme. Já imaginaram uma personagem tranquila numa praia, bebendo o seu suco com os pés na espreguiçadeira quando de repente um maníaco aparecia e lhe cortava a cabeça?

 

3- É usual as personagens que vão ser vítimas da cena terem tendência a realizarem movimentos bastante lentos, sobretudo ao movimentarem a cabeça em movimentos laterais ou ascendentes. Não seria tão excitante se a personagem olhasse para cima como se estivesse a ver um avião a passar ou para os lados como se olha para aquela mulher bonita que atravessa na passadeira?

 

4- Porque é que as vítimas geralmente estão sozinhas? Não teria mais piada assistirmos a um crime no meio da multidão, com milhões de testemunhas e ninguèm a descortinar o assassino?


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publicado por Gil Nunes às 23:49
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008
Félix Tesorero

 

De todos os jogadores que tive a oportunidade de observar, houve alguns que devo destacar como especiais. Desse lote, quero destacar o nome de um jovem sub-14 espanhol de nome Félix Tesorero, jogador do Real Valladolid.

 

Tive oportunidade de acompanhar o torneio Gaia Jovem em 2006 e desde cedo me chamou a atenção o virtuosismo deste trinco. Com um posicionamento táctico irrepreensível, antecipava cada lance com uma rapidez incrível. Impecável no passe curto e longo, o nº6 conseguia fazer a transição para o ataque assumindo-se como organizador de jogo sempre que necessário. Em suma, uma mescla de combatividade defensiva com atributos técnicos que o faziam ser também um dínamo do ataque, canalizando o jogo para as faixas ou para o meio, através de um também muito bom avançado de nome Jorge Rodriguez.

 

Félix Tesorero faz hoje parte da equipa de juvenis do Valladolid, sendo também titular da selecção da sua província, Castilla y León.Nesse torneio, que o Valladolid venceu, o melhor jogador do torneio foi Aliu Djalo, hoje nas camadas jovens do Chelsea.

 

Anos antes, na edição de 2004 do Gaia Jovem, destaco também a presença de outro jogador espanhol que me encheu as medidas. O extremo esquerdo Javi, do Málaga, colocava em pânico as defesas contrárias com as suas deambulações para o miolo e com o seu forte pontapé de fora da área, saliente sobretudo nas bolas paradas. Foi esta a receita usada para vencer o Boavista na final por 1-0. Hoje joga nos juniores da mesma equipa.


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publicado por Gil Nunes às 16:27
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Terça-feira, 4 de Março de 2008
It's not a bad film but it´s ok!

Depois de "A Visita da Banda", ontem fui pela segunda vez ao Fantasporto, desta vez para ver o filme sul-coreano "I´ m a cyborg but that´s ok".  Confesso que à primeira tenho um certo preconceito em relação a produtos cinematográficos do oriente. Todavia, esta análise fez-me entrar para a sessão sem quaisquer expectativas, o que se traduz naturalmente em benefícios e malefícios.

Na minha visão pessoal, o filme esteve dividido em três partes: a primeira absolutamente sensaborona que me colocou a dormir, a segunda em que de facto estive a dormir cerca de meia hora e a terceira, um bom final que limpou um pouco a imagem deixada nas duas primeiras partes.

A história passa-se num manicómio, relatando a vida de uma jovem e das suas recordações, das suas fantasias e alucinações e da ajuda que afinal obtém de um também paciente. Penso que há determinados filmes em que é necessário um poder de encaixe cultural para que o possamos compreender. Este é um deles, notando que em alguns momentos as tiradas humorísticas não foram compreendidas pelo público.

No âmago do filme, na busca da personagem há alguns aspectos que são hiperbolizados, sobretudo na sua transformação cyborg, que julgo desaguarem numa sequência de cenas supérfluas que não contribuem para o seu entendimento geral.

O filme resulta na transmissão da mensagem de que afinal há sempre alguém que nos ajuda e que nos faz encontrar um rumo. A universalidade dessa mensagem, quanto a mim menos localizada, faz limar arestas de entendimento do filme.

Na avaliação geral, penso que o factor espaço conspira a favor do "10". Caso estivesse em casa, já teria mudado de canal há muito tempo.Seja como for, pesa contra a minha avaliação o facto de não ter visto 33% do mesmo.

It's not a bad film but that´s ok!


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publicado por Gil Nunes às 11:37
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