Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
E se o Brasil não existisse?

 

E o Cabral chegou lá e não existia nada. Queria baptizá-la de Vera Cruz mas ao fim ao cabo a terra prometida mais não era que um seguimento de rochas e gaivotas. Afinal, o sonho dos mares ainda era português. E Cabral regressou, depois de mais um belo passeio pelas lusíadas águas do Atlântico.
 
No Entrudo, trocamos de máscaras sem beliscarmos a nossa personalidade. É impressionante como as casas de fado transbordam de saudosistas. Gritaram-se chamas de revolução mas tudo não passou de um susto, como daquela vez em que o “tucanón” fez aquele voo rasante sobre as nossas cabeças.
 
Na sala, fumegante, as beatas de cigarro revelam a carapaça do que realmente vemos naquele espectáculo. No espectro de lembranças, os mais rebeldes abanam timidamente os rabinhos. Preferiam rock, jazz, metal, para se lançarem à pista e deixarem as suas agruras bailar o corpo.
 
Hoje é um dia de reflexão. E de tolerância, tal qual nos ensinaram a respeitar os irmãos africanos. E na bruma dos dias um vazio inexplicável, rebatido nas rochas onde Cabral quase se esbarrou. Ainda bem que nada aconteceu, não tínhamos descoberto a Islândia!
 


publicado por Gil Nunes às 10:36
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Cora Gallaccio

 

Não chegou sequer a existir, a não ser na mente genial de Agatha Christie na obra “After the Funeral”. E, nesta obra, a personagem Cora Gallaccio até que nem é a principal, mas nem por isso deixa de ter fantásticos motivos de interesse.
 
Que motivos estão na origem da excentricidade de alguém que se julga artista, ou se ambas as características devem estar interligadas, parecem-me temas de extrema pertinência. Esta personagem, apesar de se considerar uma bem sucedida artista plástica, não passa de um flop por si criado, sustentado numa famílias de posses consideráveis e numa relação com um marchand italiano.
 
Toda a personagem, a meu ver, pode ter continuidade no futuro, isto se a colocarmos como tema central de análise. Ao seu redor podemos construir uma história que descreva um cenário construído a partir da visão que o próprio tem do mundo, e da relação que o mundo tem com ela mesma, num resultado final que não desagua de forma harmónica.
 
Acho que seria mesmo interessante retirar a personagem dos anos 30 e posiciona-la nos nossos dias, com novas características mas um mesmo pensamento. É, a meu ver, uma personagem intemporal que contempla uma crítica social, fazendo pontes para a própria psicologia. Um caso de estudo e de divagação!
 


publicado por Gil Nunes às 16:00
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Carta romântica(a pedido de várias famílias)

Tenho sido desafiado, nos últimos tempos, a escrever uma carta romântica neste blog. Apesar de não ser a minha especialidade, aqui fica o meu esboço esperando que as requisitantes possam ficar satisfeitas com o resultado final:

 

"Sapa e não rã. Porque sendo eu sapo, o meu feminino gera-se a partir da mudança da última letra, assim dizem os catrapácios. Já devias saber disso, não achas? Mas tens a mania de ser diferente, como o papel de cozinha que gira em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
 
Vêem-nos como uma orquestra. Aí, sozinha a coaxar no lago, pareces contagiosa, contaminável, radioactiva. Para ti, eles não são circulares nem felpudos, nem fazem cócegas nos pés descalços. São pedregulhos, lavas incandescentes e fulminantes à tua vista desarmada.
 
Pena? Nem um pouco. O teu splash seria o cântico da minha gargalhada; o teu trepar alpino notas do meu acordeão invisível; Aqui me sento, deixo que me entretenhas. És o circo inteiro!
 
Ela houve e disse que era por tua causa que os oceanos não transbordavam. Eu acho isso lamechas e tu és uma menina feia. Só sei que é por tua culpa que os nenúfares se tornam giratórios."

 



publicado por Gil Nunes às 11:27
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
O zangão que mudou o mundo!

 

 
E as histórias geram-se a todo o instante, numa roda criativa que é consequência do nosso estado de vida. Se para os mais atentos bastava não deixar escapar os pormenores, outros há que precisam de ser criativamente apedrejados para que a arte brote como morangos reluzentes. E até que podem vir com chantilly, porque nas auto-estradas da imaginação os limites são capítulos!
 
A música “Girlfriend in a coma” é um dos temas mais tocados e conhecidos dos britânicos “The Smiths”, banda que fez furor e ganhou mediatismo nos anos 80. E tudo se baseia numa história verídica: a melodia narra os sentimentos do psiquiatra escocês Charles Follen Mahoney que, de férias no Japão, vê a sua namorada entrar em coma após ter sido picada por um zangão.

Desesperado, e vendo a sua companheira às portas da morte, Charles procura soluções em todos os cantos dos confins da Ásia. Descobre o alívio na ilha Mindanoa onde médicos locais tiram a sua namorada do coma e a trazem de novo à realidade, curada do mal que padecia.
 
Mais tarde, e inspirado na música dos The Smiths, o escritor Douglas Coupeland escreve o romance “Girlfriend in a Coma”. Novo enredo, personagens distintas, mas novamente um êxito artístico. Basta recuarmos na história e analisarmos com cuidado, chegando à conclusão que todo este turbilhão criativo foi da responsabilidade…de um mísero zangão! O zangão que mudou o mundo!
 
 
 

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publicado por Gil Nunes às 14:46
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Domingo, 6 de Julho de 2008
Bem-Vindos à Gilândia

 

 
Um Chile recortado e plasmado no centro do Oceano Atlântico. A Gilândia foi criada por Gil Nunes no ano de 2008, sendo hoje um país em plena expansão económica na senda do comércio internacional. A aposta neste país centra-se sobretudo na produção de baunilha, ingrediente fundamental para o comércio de gelados a nível mundial, que nunca teve quebras ao longo da sua história. Inclusive, não é permitido produzir qualquer outra coisa que não baunilha, de modo a não interferir com a estabilidade e assumpção de preços competitivos. De resto, este país é conhecida pelas suas praias paradisiacas e pelos desfiles de moda aí realizados.
 
Esguio, tal como o Chile, a costa gilândica é debroada por inúmeras praias e pelos seus concessionários. Os seus habitantes consideram-se privilegiados por viverem num país onde se reconhece igualdade, tolerância e liberdade. Apesar dos pressupostos, há determinadas regras que um gilandês ou visitante tem de cumprir de modo a cumprir a ordem pública. Com efeito, a seguir se apresentam alguns curiosos aspectos deste país:
 
- Não há aeroportos e o acesso à ilha é apenas permitido por barco; na Gilândia os faróis não existem, sendo substituidos por mega outdoors luminosos de top models que já desfilaram na ilha;
 
- A entrada na Gilândia obedece a rígidos critérios. Desde logo, os indíviduos que pretendam entrar na ilha são obrigados a realizar testes físicos e psicológicos extremamente exigentes; Reserva-se o direito de expulsão a todo e qualquer momento, assim seja a vontade do Griador.
 
- A capital, 24, é conhecida por ser um dos maiores dínamos culturais do mundo. Bibliotecas, museus, livrarias são usuais em cada esquina, com os seus habitantes a recolherem muito material de consumo nas praias da ilha; A capital deve o seu nome ao número predilecto do seu Griador, reflectido no seu lema à entrada da cidade “Se o David Beckham é o 23, porque não sermos nós o 24?”
 
-Na Gilândia fala-se português em cerca de 98% da ilha. Nas extremidades norte e sul são toleradas outras línguas, como forma de adaptação a outros locais. De referir que, na maior parte da ilha, apenas é permitido falar noutra língua caso o objectivo seja cantarolar músicas da Kylie Minogue ou Madonna;
 
- As duas artistas norte-americanas emprestam o seu nome às duas maiores avenidas de 24 e da ilha;
 
- Não são permitidos Festivais de Verão na Gilândia; O Griador não aprova esse conceito de manifestação artística primária, conhecido pela badalhoquice que deixa em cada uma das realizações; Ao invés, em vez da temporada dos festivais, a ilha apresenta festivais internacionais de moda, com a presença das maiores colecções internacionais;
 
- Existe música criteriosamente seleccionada em toda a ilha, ecléctica e para todos os gostos, dando ambiente a cada um dos locais;
 
 
De relance:
 
Superfície: 756 432 km2
 
População: 1, 2 milhões de habitantes
 
Capital: 24
 
Governo: Monarquia Absolutista
 
Moeda: Dior; 1 Dior=12 Euros
 
Língua: Português(98%); Outras línguas toleradas nas extremidades da ilha;
 
Bandeira: Azul claro com gravata vermelha ao centro
 
Religião: Todas
 
Clima: Quatro estações bem definidas; No Verão as temperaturas variam de 30 a 35º e Inverno de 5 a 10º
 
Produções: Baunilha(95%) e Vestuário(5%)
 
Actividades económicas: Exportação de baunilha e de vestuário;
 
Esperança média de vida: 80 a 85 anos para os homens; 87 a 92 anos para as mulheres;
 
Lema: Na Gilândia não entram gabardinas;
 


publicado por Gil Nunes às 15:55
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Sábado, 5 de Julho de 2008
"Mr.Pawel, I presume" e "Soraya"

"Mr.Pawel, I Presume"

 

Tinha um cabelo castanho tão liso, mas tão liso, que parecia ter recebido a brilhantina mais poderosa do mundo. Com uma calças impecavelmente vincadas e uns sapatos engraxados até ao limite, Mr.Pawel coloria toda a sua indumentária com uma brutal t-shirt rosa-choque.

 

Era assim, pelos vistos, a moda na Polónia e a vida de Pawel, um pitoresco funcionário da Hestia, uma companhia de seguros onde me desloquei com o meu amigo Nuno Bezelga, a fim de este resolver alguns problemas pendentes relacionados com a sua viatura.

 

Na empresa, situada numa zona empresarial de Gliwice, o Sr. Pawel impressionava também pelas suas dificuldades em se expressar em inglês. Apesar do seu emperramento, havia uma palavra que ele dominava na perfeição: "insurance" dizia ele, com uma convicção que nos esbofeteava mais veementemente que a sua própria t-shirt rosa-choque. E passo a exemplificar:

 

"You.........(30 segundos)......................must....................(30 segundos).............do insurance!".

 

Para terem uma real noção da expressividade de Mr.Pawel, imaginem, durante as pausas, um olhar para o profundo infinito e um gesticular de braços igual ao de um maestro em plena actuação no Coliseu.

 

"Portugal............(30 segundos)............other.............................(30 segundos)...do insurance!"

 

"Poland......(30 segundos)...............no valid insurance(30 segundos).................Portugal insurance!".

 

 

"Soraya"

 

Para um estranho, as cidades podem parecer redomas de um mesmo labirinto que nos levam a flashes momentâneos de memória. No meu primeiro dia na Polónia, visitei Auschwitz. Levaram-me até à estação e posteriormente apanhei um shuttle até ao antigo campo de concentração. Depois da visita, parei no aeroporto de Balice a fim de alugar um carro.

 

E aqui vou eu de Ford Fiesta de Krakow até Gliwice. Segui as primeiras indicações anotadas num papel mas, em plena A4, um desvio motivado por obras. Começo a dizer mal da minha vida e mais atrapalhado da vida fico quando me deparo com um placard electrónico a dizer "Ruda Slomska". Com os meus botões, começo a tirar as primeiras hipóteses de resposta: "deverá querer dizer circule devagar", penso eu, reduzindo a minha marcha.

 

Gerei uma pequena fila de carros atrás de mim, chegando á conclusão pouco tempo depois que, de facto, Ruda Slomska era o nome de uma pequena localidade para onde se devia fazer o desvio para chegar a Gliwice. Num desconhecido, lá continuei a minha marcha até chegar ao meu destino.

 

Em Gliwice, as pessoas a quem perguntei direcções não falam ingles. Perguntava-lhes onde era Kozielska(a rua pretendida) e logo me aparecia tilintando as ouvidos um discurso polaco imperceptível. O que fazer, pensei eu, não querendo telefonar para não dar parte de fraco, até porque tinha garantido que chegava a casa sozinho.

 

Comecei a circundar a cidade em busca de pontos familiares. No centro da cidade de Gliwice, existe um mega outdoor com uma modelo muito atraente chamada "Soraya". E, para terem uma noção, o outdoor é tão grande que se vê noutros pontos da cidade. Sabendo eu que para chegar a Kozielska tinha de passar ao lado do outdoor, calcorreei todos os trilhos de estrada possíveis em busca da Soraya, a luz daquela cidade que me guiou a casa.

 

Neste aspecto, os polacos estão definitivamente uns passos à nossa frente. Andamos nós, com ideias seculares, a guiar o nosso rumo pelo Farol de Leça quando na realidade um mega- outdoor com uma top model podia perfeitamente servir de orientador para os nossos perdidos!Viva a santa Soraya, protectora dos forasteiros

 

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publicado por Gil Nunes às 13:10
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Brasília

 

Decorria o ano de 1994 quando visitei Brasília. Da minha viagem ao Brasil fez parte uma pequena incursão pela capital, numa cidade que eu considerei acima de tudo tranquila.
 
Um pouco em contraponto com a paisagem solarenga e tentadora das terras de Vera Cruz, a cidade de Brasília reserva-nos um panorama de betão e cimento construído em cima de uma terra inóspita. Na capital, as pessoas parecem ser mais ordeiras, amenas, com uma dimensão de palavras que transcende o “bate-papo” tradicional de outras paragens.
 
Nas paredes, como que a decorando, as lembranças de Kubicek dão o toque presidencialista a um local repleto de diplomacia e organização. Ouvem-se menos buzinadelas, os espaços verdes conservam o chilrear dos pássaros. Neste oásis no deserto, em que o homem para o vago trouxe cada mordida de tijolo, o sol despede-se com um leve acenar…como que debicando uma picanha no braseiro.
 
Em Brasília o tempo conta-se. Há minutos, segundos, azáfama controlada em universos de circulação luminosa. Existe um europeísmo cosmopolita a brilhar mais que um sol que pede água de coco, batucadas e samba.

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publicado por Gil Nunes às 17:13
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Leftorium

 

Flávio Ramos, Daniel Saldanha e Teresa Oliveira. O que é que estas pessoas têm em comum, além de serem minhas amigas? Pois bem, estas pessoas comungam o facto de serem esquerdinas! A estes podemos juntar outros nomes que me ocorrem à memória como o tenista Carlos Moya, Isaías, Jerry Seinfeld ou Mr.Flanders dos Simpsons.
 
Um dom, uma característica, ou uma adaptação a uma realidade construída a partir de destros. E, se repararmos, os objectos que nos circundam estão pensados de forma a satisfazer as necessidades da maior parte das pessoas. Tesouras, talheres, o rato do computador, um telefone…e o mundo construiu-se com a mão direita do seu criador.
 
Se a maior parte das pessoas tem um lado esquerdo do cérebro mais desenvolvido, os esquerdinos têm o lado contrário. Pelo menos é a explicação que me dão sobre este fenómeno curioso. Imaginemos um mundo “leftorium”, em que todas as coisas estivessem adaptadas aos esquerdinos. Muitos textos seriam escritos em sentido contrário, conduziríamos à inglesa e cortaríamos o bife com o braço esquerdo. Podemos decifrar novas arquitecturas de um mundo diferente, quiçá o princípio de um projecto que tenho após concluir os “Pensos de Fígaro”. Como diz a letra da música, se isto não chega tens o mundo ao contrário!
 
Eu sou um destro puro. Pego nos objectos, escrevo e uso a minha mão direita de uma forma muito mais frequente que a esquerda. Se bem me lembro, não há mesmo nada que faça com a mão esquerda por vontade própria. Este post tem como génese a própria disposição da minha secretária de trabalho, que hoje reparei numa coisa curiosa: num computador centrado, todas as restantes coisas estão do lado direito! Do lado esquerdo bem que se poderia aí colocar um vaso!
 
A nível de pés, também sou destro mas a evidência não é tão forte. Não me incomoda chutar com o pé esquerdo, tendo uma boa adaptação. Diria que neste aspecto roço a ambidestria.
 
Colabore neste post. Se conhece mais esquerdinos famosos não hesite em comentar!


publicado por Gil Nunes às 12:30
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Albânia ou o capricho de Enver Hoxha

 

Ontem, depois de uma noite de Pro Evolution Soccer na Mansao, cheguei a casa um pouco cansado mas ainda assim com curiosidade para saber um pouco mais sobre a Albânia e o seu ditador Enver Hoxha.
 
Proibiu os automóveis particulares, obrigou os estrangeiros a raparem o cabelo e vetou completamente qualquer tipo de manifestação religiosa. A Albânia, e o seu ditador Enver Hoxha, sempre despertaram a minha curiosidade, sobretudo pela visão primária de falta de aproveitamento do potencial geográfico deste país, que faz parte dos Balcãs e está relativamente próxima do Norte de Africa, tendo fronteira estabelecida com a Itália, por exemplo.
 
Nas últimas décadas, a história da Albânia confunde-se com a do seu ditador Enver Hoxha. Nascido em Gjirokaster, na mesma cidade de Ismail Karate(considerado o maior escritor albanês de sempre), o regime de Enver Hoxha resultou num isolamento profundo do país, com uma pesada herança que ainda hoje tem profundas repercussões na falta de alavancagem económica do país.
 
Após a II Guerra Mundial, altura em a Albânia sofreu com a invasão italiana, Enver Hoxha tomou o poder e instalou o socialismo no país. Aí protelou por uma política de culto da imagem, promovendo uma industrialização forçada à custa das matérias primas existentes no solo albanês, como o carvão e o petróleo. Na história ficam grandes desavenças políticas com Tito por causa da questão do Kosovo e a sua aliança com Estaline durante o confronto URSS-Jugoslávia, política que transportaria para o seu país
 
À custa da falta de planeamento e metodologia do país, a Albânia endividou-se cada vez mais até chegar a um ponto de ruptura na década de 70. Este “último bastião do estalinismo” na Europa ainda tentou uma aliança estratégica com a China nesta época, que viria a ser efémera dado ter terminado em 1978. Num isolamento total, a Albânia viveu em grandes dificuldades até 1985, altura em que morreu Enver Hoxha.
 
Nos dias de hoje, e depois de muita instabilidade política, a Albânia tenta, com muitas dificuldades, alavancar a sua economia trucidada no seio de uma Europa desenvolvida. Para trás ficam períodos de sérias dificuldades e de escolhas políticas deficientes que hipotecam o futuro dos jovens daquele país.
 

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publicado por Gil Nunes às 10:48
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Guns n Roses- Salpico de genialidade

 

Guns n´Roses, nome de banda norte-americana que me desperta pouca curiosidade. O seu hard-rock nunca me fez correr para as prateleiras para adquirir os seus cds. O nome da banda fica, contudo, ligado à história da música, sendo uma das referências do estilo hard-rock. O seu vocalista chama-se Axel Rose.

E pouco mais sei. As informações circunstanciais cingem-se ao primeiro parágrafo e a uma capa de cd com muito esparguete! Mas há uma estrofe absolutamente genial que não posso deixar escapar em claro. Descreve sentimentos muito próprios com uma leveza de palavras extremamente harmónica, quase que encaixando na perfeição no tom de música apresentado. Falo da última estrofe de “November Rain”.
 
Sou um apreciador de música na sua dimensão global, mas a minha linha de análise vai para além disso. Gosto de analisar as letras e verificar se as mesmas fazem sentido, se conseguem obter um casamento equilibrado com a própria melodia, enredilhando-a num único factor de beleza.
 
E, assim, todos entram nesta forma de análise. Porque considero que mesmo nas músicas que não gostamos podemos encontrar salpicos de genialidade. Como acontece com esta estrofe, na minha perspectiva o ponto mais reluzente da minha relação com os Guns n´Roses.!
 
 
 
So when your fears subside
And shadows still remain
I know that you can love me
When there’s no one left to blame
So nevermind the darkness
We still can find the way
Cos’ nothing lasts forever
Even cold November Rain.

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publicado por Gil Nunes às 12:28
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