Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Oito coisas a fazer antes de morrer(desafio)

 

A pedido da leitora, amiga e vizinha Maryposa( do blog Tempo das Borboletas com quem a Regueifa do Irão tem protocolo de cooperação mútua)  eis que respondo afirmativamente ao desafio que me foi lançado.
 
Sem embargo, acho extremamente interessante perceber quais as oito coisas que eu mais gostaria de fazer antes de morrer. Espero poder colocar um visto em todas elas, até porque não sou daqueles indivíduos extremamente exigentes. Seja como for, o facto de eu não me considerar mesquinho pode ser bastante importante na conquista dos vistos necessários, até porque com a cabeça limpa de fosquices fica mais tempo para me dedicar à concretização de sonhos.
 
Ora bem, segue a lista pedida e a respectiva justificação:
 
 
 
1-     Passar uma semana em Las Vegas
 
A capital do jogo sempre me atraiu, sobretudo pela forma como o luxo se propaga dentro de uma cidade. À estadia acrescento a ida a muitos casinos, bares e discotecas ao ar livre. Ficarei hospedado no Hugh Hefner Palace.
 
2-     Ultrapassar os meus defeitos
 
Tenho consciência, por exemplo, que não sou um individuo por norma carinhoso, organizado e participativo nas tarefas domésticas. Se bem que muitas destas características venham no encalço da minha autenticidade(virtude), penso que a melhoria das restantes poderia ser extremamente proveitosa. Mas também uma pessoa não se muda em meia dúzia de anos e não vivo obcecado com isso, até porque acho que também tenho virtudes;
 
3-     Ter um filho(a)
 
A astróloga disse que eu iria ter uma filha, mas se vier rapaz também não há problemas. Pode é ter a certeza que serei um pai diferente, sendo mais liberal em certos aspectos da vida(estudos, por exemplo) e mais exigente na forma como quero que perceba o mundo e como as coisas funcionam. É claro que a mãe também terá toda a opinião, mas pelo menos o meu livro de estilo já fica aqui descrito, neste trabalho 50x50.
 
4-     Ter um descapotável
 
Não sou apreciador de automóveis nem morro pelas novidades relacionadas com os últimos modelos. Mas dava tudo para ter um descapotável, pronto a dar umas voltas de capota ao leu. E até nem precisava de ser de uma grande marca. É verdade que já tive um carro de tecto de abrir, mas quero mais!
 
5-     Morar na praia
 
Já tenho este desejo parcialmente concretizado graças à minha família. Todavia, viver “by the sea” a tempo inteiro é algo de profundamente retemperador, até porque me desloco à praia quase todos os dias e assim poupava na gasolina;
 
6-     Começar a ter hábito de ler livros
Ora aqui está um desejo complicado, porque nunca cultivei esse hábito. A ver vamos se consigo irromper as fronteiras da inércia e rechear o meu cérebro de informação
 
7-     Escrever vários livros, um deles de poesia
 
A vida já me deu a oportunidade de escrever e divulgar o meu trabalho, mas gostava, até ao final dos meus dias, de ter uma carreira minimamente respeitável, com a minha obra divulgada e apreciada;
 
8-     Assistir a uma final de Wimbledon
 
Gosto de ténis e tenho um particular carinho por este torneio. Seria absolutamente entusiasmante poder vibrar com cada jogada na catedral de relva. Se na final estivesse presente um tenista português seria ouro sobre azul!
 


publicado por Gil Nunes às 12:04
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Sons do Magrebe

 

É a verdadeira música cebola. Para quem come pela primeira vez pode ser repugnante. Mas quem continua, sabe que uma boa salada não pode deixar de ter o gostinho da cebola. Assim acontece com a música árabe que, quando bem apreciada, pode ter uma sonoridade inigualável e, acima de tudo, extremamente alegre e bem-disposta.
 
Apesar de nada perceber do que está a ser cantado, gosto de escutar o “Abdel Kader” interpretado por Khaled, Faudel e Rachid Taha. Os três artistas argelinos reuniram-se, pelos vistos, para um concerto memorável e transformaram aquela interpretação num fenómeno de popularidade em todo o mundo árabe. Assim eu pude constatar quando me desloquei ao Magrebe, ouvindo este tema na rádio por diversas vezes e apreciando as cantarolices dos guias que acompanhavam a excursão.
 
À chegada à Portugal, não resisti e fiz o download de algumas músicas árabes. Na imaginação, parece que se mistura com a areia do deserto, com os concorridos mercados e com as orações das mesquitas. Uma face bonita de cultura muçulmana que, num mundo cheio de problemas bisbilhoteiros e sem interesse, dá uma pitada de extravasamento de sensações de alegria.
 
Ainda hoje, às vezes mergulhado na Fnac, tenho por hábito ficar a ouvir algumas destas maravilhas sonoras do Magrebe.
 
Apesar de não ser a opinião generalizada das pessoas, devo dizer que tenho uma óptima opinião das gentes e da cultura muçulmana. Boa disposição, hospitalidade e muita alegria foram características que me ficaram na mente aquando da minha estadia no Magrebe.
 
http://www.youtube.com/watch?v=SwZZPUk4C1M

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publicado por Gil Nunes às 12:46
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Memórias do Estádio das Antas

 

Em meados da década de 90 não perdia um jogo do F.C.Porto no Estádio das Antas. Fizesse sol ou chuva, lá caminhava eu com fervor todos os quinze dias de minha casa até ao estádio, com todo o entusiasmo que a sensação me provocava. Era um devoto da causa portista e houve mesmo partidas em que sai mesmo de casa à revelia da família. Depois, com o boom das transmissões televisivas e com o fim das partidas dos grandes ao domingo á tarde, comecei a deixar-me estar pelo sofá. Digamos que desde 1986 a 2000 fui um fiel espectador da catedral das Antas. Chegara a altura de dizer “basta”!
 
De todos os momentos e jogos assistidos, há episódios que não esqueço. O vizinho Costa e os seus palpites tácticos que louvavam o trabalho de Fernando Santos e condenavam a teimosia de António Oliveira. Lembro-me de ele apelidar o Capucho de “Saia Travada”, por causa do seu penteado.
 
Foi com Costa que partilhei o momento de maior euforia que me lembro naquele estádio. Num Porto-Benfica dos anos 90 e, num jogo empatado a uma bola, os lisboetas dominavam a partida, estando muito perto da vantagem. Porém, quando faltavam cerca de dez minutos para o fim, Rui Barros conduziu a bola pelo flanco esquerdo e fez uma fabulosa assistência para Drulovic rematar de primeira sem hipóteses de defesa para Preud’ homme. Numa euforia imensa, eu que estava na zona dos cativos, corremos que nem uns loucos para as redes para abraçarmos o jogador. De todos os golos que festejei ao longo da minha vida, este foi talvez aquele com que mais vibrei.
 
Outro momento que não esqueço foi um F.C.Porto- União da Madeira, em que fui entrevistado por uma rádio. Lembro-me que o F.C.Porto, na altura comandado por Bobby Robson, liderava com uma vantagem confortável sobre os seus opositores. O jogo era pouco cativante e, para se piorarem as coisas, caiu uma verdadeira tromba de água. Resultado: segundo informações oficiais, apenas 150 espectadores!
 
O jornalista perguntou-me o que me levava ao estádio naquele dia e lembro-me de ter respondido que eram naquelas ocasiões que se viam os verdadeiros adeptos e que a mim tanto me motivava ver o F.C.Porto contra o Real Madrid ou contra o União da Madeira. Nesse dia, estive praticamente sozinho na minha zona de cativos. Sem qualquer protecção, ali apanhei chuva por mais de duas horas. Depois a habitual caminhada de mais uma hora até casa. Não, não apanhei nenhuma pneumonia!


publicado por Gil Nunes às 12:52
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
A lição Kaunas

 

Hoje aprendi algo. Pode ser um pequeno pormenor sem importância nenhuma no contexto da minha vida, mas continuo com a sensação que os acontecimentos falam comigo de forma a tentarem colocar a minha mente mais circular.
 
No meio de um dia passado a estudar a obra de Alexander Soljenitsin, soube ao final da tarde que o Kaunas tinha eliminado o Rangers, o que para os menos atentos sobre a realidade do futebol corresponde a uma enorme surpresa. De um lado o campeão da Lituânia, do outro o finalista vencido da Taça Uefa.
 
Há cerca de duas semanas li detalhadamente um artigo que falava da equipa lituana, as suas estrelas, aspectos tácticos, num trabalho jornalístico complementado com declarações de José Couceiro, o seu treinador. E aqui, antes de mais nada, entra em campo o duelo entre a minha razão e emoção. Por muito que eu não reconheça competências ao treinador português e que questione as suas escolhas e abordagens de jogo, havia algo naquela entrevista que me dava a entender que as opções tomadas eram as mais correctas. Digamos que um palpite, uma inspiração, algo não entendível.
 
Dizem-me alguns meus próximos que eu devia fiar-me com mais convicção nos meus instintos e nos meus impulsos. Se a lógica da razão me apresentava sem dúvidas a escolha Rangers, do outro lado um laivo de espírito me fazia acreditar nos lituanos. E o champagne brotou em Vilnius!
 
Costumo dizer que aprendo mais com pequenos exemplos do que com grandes faladuras, na sequência do post anterior em que falo da dificil arte de dar conselhos. Hoje, dei comigo a pensar que afinal de contas os meus impulsos podem indicar-me o local certo. Como diria um conhecido meu, por muito que os meus ideias estejam bem definidos, se calhar sou bem mais espiritual do que aquilo que pareço. Será que sou um racional com fé?
 
Dizia-me uma amiga que talvez necessite de me conhecer melhor. Eu acho que o meu entendimento do que quero e para onde vou já foi conseguido. Acho é que o que me rodeia me pode ensinar mais do que aquilo que eu espero. Ouvidos e olhos bem atentos, a lição Kaunas pelos vistos veio para ficar!


publicado por Gil Nunes às 01:53
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Maddie Boy

Tem enchido páginas de jornais pelo mundo fora mas na realidade ninguém tem certezas sobre o que realmente aconteceu a Madeleine McCann. À luz das pistas recolhidas, dou cordas à imaginação e, ao bom estilo de detective, eis a minha versão do que poderá ter acontecido na Praia da Luz. Tudo o que escrevo a seguir pertence, naturalmente, apenas á ficção.

 
“Madeleine tinha um ar angelical, como um suspiro de Deus colocado numa alcofa de bonecas. Já dizem os lusitanos que as aparências iludem, ou era algo do género, pois Kate não sabia traduzir a expressão para a língua de Shakespeare. Pois bem, por detrás daqueles ventos de menina de catequese, Madeleine era a bolina que conquistava novas paragens. Fosse através de uma raquete, de uma sapatilha ou de um correria desenfreada. Os longos vestidos de princesa eram a rude e desbotada camisola do Shevchenko. Apenas uns olhos de pérola e um sorriso de sal do mar a disfarçar as marotices. Constantes, imparáveis…Maddie Boy!
 
Naquela tarde, Maddie-Boy tinha chapinhado na água até a fazer sangrar. Aquela miúda não parou um instante para tomar café e mesmo as espreguiçadeiras já se tinham tornado hiperactivas. O jovem casal mal via a hora de jantar, onde meia dúzia de risadas atrevidas podiam servir de balanço para uma noite tranquila.
 
Depois daquele reboliço, a pequena tinha prometido deitar-se depois de lavar os dentes. Estourada das correrias, por certo não haveria resistência humana capaz de negar uma bela ninhada de sono. Assim prometera à mãe até uma piscadela de Cérbero lhe colocar o rabinho em cima do sofá”
 
- Mummy, tomorrow we´ll go to the horses. I want to go to the horses”.
 
Era um balanço, um vai-e-vem insuportável que beliscava a já moída mente de Kate. Enquanto fazia as últimas verificações no berço dos gémeos, não se conteve perante o ranger do sofá de engrenagens mal oleadas.
 
“Shutttttttttttt up!”
 
Madeleine parou de sorrir, fez cara séria e tentou nadar na atmosfera. Do sofá caiu que nem um torpedo! E num ápice equestres lá desapareceram as cavalgadas de sonhos.
 
Cenário de tragédia, dor aguda do ser humano cravada no âmago uterino. Porém, do choro compulsivo à racionalidade dos maiores foi um pequeno passo. Tal como os maiores, também para Kate os maus momentos eram uma dádiva.
 
A galope, correu para o restaurante e fez sinal ao marido. Ainda meio aturdido, incógnito com a realidade, Gerry bem que sabia o doce sabor das estrada da vida. Naquela mensagem apeteceu esbofeteá-la, espanca-la, dinamita-la como um parasita. Com as mãos no rosto a esbater as lágrimas, havia agora que sarar as feridas ainda abertas. Bem ao estilo do Expresso de Plymouth, os trunfos passavam agora por caminhar pelos dois trilhos da máscara. Sim, porque as pistas nunca têm de ter relação umas com as outras, apesar de o ser humano imediatamente assim o pensar. E de facto, o melhor local para se esconder algo é onde não se pensa procurar.
 
Meio pensado, dito e feito. Cenário e holofote montados no peluche nunca tocado pela nossa Madeleine, a “Maddie-Boy”


publicado por Gil Nunes às 12:50
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Festas da Gigi

 

Pilar, Laura, Rita e, durante o jantar, Judite fizeram parte do elenco do meu sábado à noite, com cabeça de cartaz as “festas da Gigi” no Triplex. De acordo com a minha própria filosofia, costumo dizer na brincadeira que controlar o sistema de comunicação interno de três mulheres é praticamente impossível, dadas as suas constantes deambulações verbais provocarem pouca capacidade de resposta no homem presente nesse determinado momento. Porém, as expectativas foram ultrapassadas e de duas soluções uma é mesmo certeira: ou sou um ser altamente dominante e o meu nível de respeito inibiu as intervenientes ou então estou mesmo errado e a minha teoria cai por terra.
 
Ora bem, sexismos à parte, as festas da Gigi surpreenderam-me pela positiva. Tinha recolhido, no Jornal de Notícias do mesmo dia, dados sobre este evento, de forma a não me colher surpreendido. A clientela parece ser viva e interessante, a música roça várias faixas etárias e o resultado final é este: bom ambiente, diversão garantida e promessa de se querer voltar.
 
Na ocasião, tive também oportunidade de, sorrateiramente, ouvir os “chit-chats” da malta, numa espécie de “pesca” para os meus trabalhos, quer através de expressões ou de novas personagens. Se no Piolho raramente consigo recolher algo que me interesse, devo dizer que nesta noite os resultados foram bastante positivos. Fiquei a saber, por exemplo, que muitos frequentadores do Triplex são também frequentadores do Lobby e que são presença assídua em galerias de Miguel Bombarda; descobri também duas mulheres, em pontas diferentes do átrio, a falarem sobre um mesmo indivíduo; a maior parte das pessoas veio de táxi e há um determinado indivíduo que vai acabar com a namorada brevemente;
 
De manhã, bloquinho de notas e toca a anotar estes elementos, que poderão ser usados em futuras histórias. No rescaldo da festa, que ainda passou pelo Molhe, a promessa de nova pedalada da próxima vez, para que o próximo post tenha história a dobrar...e de encantar!
 

Da próxima vez, irei acompanhado por Massimo Finucci, que escreverá um post sobre as impressões da festa!



publicado por Gil Nunes às 01:06
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