Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
Dois momentos radiofónicos

 

Quero dar a conhecer dois grandes momentos radiofónicos. Bem que aqui tenho referido a importância de se ouvir rádio, esperando eu que estes exemplos sejam suficientemente ilustrativos.
 
Em primeiro lugar a publicidade feita por Paulo Futre ao empreendimento “Quinta da Trindade”. Falando como se estivesse a chutar uma bola, o antigo internacional português confere à sua voz umas pitadas de sotaque espanhol que, aliadas à pouca noção rítmica e de dicção, fazem do spot uma verdadeira pérola radiofónica. Ao demais, Paulo Futre apresenta uma inovação ao mundo da Internet com o site da empresa a inserir-se no domínio “.côm” em vez do “.com” mais usual. A não perder!
 
Pela positiva, destaco o programa “Apanhados na Curva” que a Rádio Capital emite todos os dias às 17h30. Através de um telefonema, o Dr. Nuno Borrego assusta o receptor da chamada para a regularização de uma coima em dívida. Além da atrapalhação natural, o receptor é brindado com um conjunto de bocas certeiras por parte do apresentador, que se apresenta como alguém extremamente arrogante e antipático. Um bom programa a não perder, sobretudo pela naturalidade e quantidade de reacções geradas.
 
www.quintadatrindade.com
 
www.radiocapital.com


publicado por Gil Nunes às 17:30
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Sábado, 11 de Outubro de 2008
Passaporte educacional

 

Olhando para o sistema educativo português, lamento constatar que na maior parte das vezes tratam os alunos da mesma forma quando, no meu entender, a forma de análise devia ser bem distinta mediante os resultados, empenho e atitude dos alunos.
 
Porque entendo que o sistema educativo deve beneficiar os bons alunos em detrimento dos maus. Se já aqui falei do meu desagrado relativamente à possibilidade de aprovação dos alunos até ao 9º ano, repudia-me também a falta de sensibilidade relativamente àqueles que apresentam bons resultados.
 
O bom aluno representa o cumprimento de uma responsabilidade social, a esperança no trabalho das gerações vindouras, a reviravolta para uma comunidade melhor e mais equilibrada. Ao apresentar resultados de mérito, o bom aluno deve ser recompensado da mesma forma que um profissional na sua área de acção. Infelizmente, apenas constato cerimónias isoladas promovidas por associações, juntas ou câmaras, em que o aluno recebe um diploma e uma salva de palmas. Apesar destas acções serem meritórias por parte dos seus impulsionadores, o que é facto é que sinto um travo amargo na sua consequência, dado não sentir da parte delas um verdadeiro estímulo para o aluno.
 
Olho para o sistema educativo e lembro-me do “passaporte cultural” lançado pelo Pelouro da Cultura da Câmara de Gaia. Em boa hora se realizou esta iniciativa, que premeia aqueles que são consumidores compulsivos de cultura. Transversalmente, o “passaporte educacional” poderia causar um real impacte no bom aluno, estimulando-o em busca de melhores resultados.
 
Atribuindo prémios vários como um intercambio estudantil, estadia em famílias de outros países, viagens culturais, participação em encontros e fóruns de todo o mundo. Deixo aqui alguns exemplos de medidas para uma espécie de “cartão de pontos”, medida a meu ver fulcral no combate educacional. Mais do que um processo contra o abandono escolar, o fenómeno da educação deve ser um sistema de benefício para com aqueles que trabalham, rendem e brilham!
 


publicado por Gil Nunes às 15:48
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Madonna- Rainha da Pop ou da Razão?

 

Madonna, a deusa da pop! Nome de expansão planetária, está constantemente nos tops, não cristalizando o seu trabalho num tempo que, muitas vezes, se torna imutável a quem nele se plasma.
 
Já lá se vai o tempo de “Like a Virgin” ou “Vogue”. Acompanhado as tendências do tempo, onde a vertente electrónica desempenha papel primordial, a rainha da pop soube adaptar-se com um óptimo poder de encaixe, como são bem ilustrativos os seus últimos trabalhos.

À parte deste aspecto, os seus espectáculos primam pela originalidade e inovação, não havendo espaço para erros de circunstância. Rainha da provocação ou da razão, Madonna apresentou no último espectáculo em Lisboa um vídeo com uma mensagem extremamente forte. Além do vídeo, destaco também a sua mensagem de luta contra o clubismo religioso, dando exemplo de várias citações de diferentes credos e religiões que, vistas as coisas, desaguam no mar dos valores e dos princípios.
 
Realmente, chegou o tempo de todos nos unirmos em prol da defesa do nosso planeta, encontrando formas de concertação conjunta que envolvam o planeta numa estratégia global. Basta de indefinições quando a ampulheta do tempo se está a escoar. A responsabilidade, de cada um de nós, poderá ser infrutífera se os grandes governantes não estabeleceram uma plataforma de entendimento.

E, no plano político, a rainha da razão não podia estar mais acertada. A Regueifa do Irão apoia publicamente Barack Obama, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América. Let´s go!

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publicado por Gil Nunes às 12:37
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Parabéns

 

Há palavras que são mal empregues, na minha opinião sujas pela sua utilização indevida em contextos menos apropriados. Outras há, porém, que são exacerbadas sem razão aparente, mostrando apenas, na maior parte dos casos, a mesquinhez e a falta de atributos das pessoas, mais preocupadas em criarem um clima do socialmente aceite e das supostas regras de grupo e de convivência.
 
Falo, em concreto, do uso da palavra “Parabéns”. Na minha óptica, a palavra representa o nosso louvor pelo mérito que reconhecemos ao outro depois da realização de um determinado acto. Enquadra-se em ocasiões especiais, como um aniversário ou a concretização de sonhos pré-definidos e conquistados ora com perseverança ora com inteligência.

No entanto, olho a minha volta e só constato absurdos: “Que linda camisola, parabéns!”; “Estás de parabéns pois conseguiste desempenhar o teu papel sem te deixares afectar pelos outros”; “O teu corte de cabelo está diferente, parabéns”
 
E tudo fica bem, com um sorriso amarelo forçado e enquadrado no ambiente. Penso que já nem sabemos o que dizemos, apenas recorremos a palavras que nos podem conferir popularidade e uma espécie de passaporte para a criação de uma imagem positiva para com o outro. De forma escancarada, deixamos de lado a podridão da sinceridade e da espontaneidade em detrimento de uma resplandecente palavra que deixa os outros sem oportunidade de pensar seja no que for. Parabéns por isso!


publicado por Gil Nunes às 12:39
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
8046

 

Números da fortuna ou da desgraça, de significados, mitos ou profecias. Outros há, porém, que o estatuto de vida se perdeu na sua distância em relação ao zero, mediador da fronteira entre o que contamos e descontamos.
 
Mas afinal quem és tu? Ficas a meio de toda e qualquer abundância, caracterização do imenso e da superioridade. És a verdade dicotómica e dúbia do universo pois sem ti ele ficaria coxo mas a tua presença apenas o faz esboçar um sorriso de indiferença e de obrigação.
 
Tal como o tempo ou o espaço, estás em todo o lado. No número de estrelas que contemplamos no infinito negro; nos grãos de areia que pegamos num final de dia luzidio; também estás presente, com um sorriso maroto, nos valores de colapso do barril de Brent que esvaziam os nossos bolsos e na imensidão de fortuna material que queremos almejar todas as semanas.
 
Afinal de contas, és o companheiro de todos os segundos. Pena pouco dares de conta de ti, tal como os teus tímidos irmãos que pura e simplesmente não vivem. Existem como telefones e canetas.

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publicado por Gil Nunes às 12:40
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
1

Um



publicado por Gil Nunes às 22:20
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Causa e efeito

Uma das coisas interessantes que aprendi recentemente tem a ver com a causa e o efeito dos actos que nos sucedem, sejam eles prejudiciais ou meritórios. Digamos que se a vida fosse um autocarro, teriamos oportunidade de escolher entre ir no lugar do motorista ou do passageiro.

 

Se há aspectos em que desconhecemos a natureza dos comportamentos ou das atitudes, tentemos ve-las colocando o polo central de analise na nossa pessoa, ou seja, vestindo a pele de motorista. Seja através dos triunfos do dia-a-dia ou dos aspectos em que somos prejudicados, pensarmos em nós como o principal responsável por tal destino.

 

Penso que é o primeiro passo para conseguirmos aquilo que almejamos e, numa especie de retrospectiva, tentar resolver o que esta errado, incompletou ou o que perdemos. É necessário algum poder de encaixe, é certo, mas o seu desiderato pode fluir no sentido de conseguirmos aquilo que realmente queremos com unhas e dentes.

 

Infelizmente o homem não é nem será perfeito, pelo que esta máxima de causa-efeito terá de ser feita constantemente. Até porque o mundo gira a uma velocidade estonteante e os obstaculos aparecem sempre. Somos sempre animais insatisfeitos mas, por vezes, as adversidades apenas existem na nossa cabeça. Às vezes a saída está mesmo ali ao lado, nós é que não a vemos!


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publicado por Gil Nunes às 22:14
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Um Portugal Teresa Guilherme

 

Sabem qual era a última mulher do mundo que eu convidava para jantar? Teresa Guilherme. E nem era preciso pensar muito. Com dotes de comunicação oral que reconheço, a apresentadora da TVI não aproveita as suas potencialidades, descambando para a comunicação do espectáculo, das mesquinhez, da futilidade.
 
Mais do que a sua figura, o que mais repudio no seu trabalho é a formo como constato que ela realmente tem gosto naquilo que faz. Emociona-se, gesticula, age muitas vezes movida por um inconsciente programado para o “escarafunchanço”, como se fosse uma criança entusiasmada com um brinquedo.
 
É a face de uma máquina de guerra que não sabemos qual o seu limite. Não quero ser Diácono Remédios mas o turbilhão do reality show atingiu um ponto em que a vida privada é exposta a troco de dinheiro. Os concorrentes acedem, os casamentos são destruídos…e tudo vai bem como a risada estridente da Teresa Guilherme. Porque afinal a vida é uma palhaçada!
 
Pergunto até onde poderemos ir? Das palavras aos actos será um pequeno passo, até porque tudo faz parte do jogo. O público quer, a televisão dá. O público é ignorante, a televisão é fútil. Com estas condicionantes dou por mim a questionar a própria democracia. Afinal, será que é possível que alguém que nem sequer consegue definir rumos para a sua própria vida pode escolher os governantes? Penso que não, mas há certas coisas que já nem penso. Tenho certezas. A Teresa Guilherme era a última mulher que eu convidava para jantar.

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publicado por Gil Nunes às 10:54
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
A fantasia do escudo ou profissionalmente falando...

 

Podia fazer uma análise exaustiva da minha vida profissional, avaliando-a e tentando fazer um balanço do que poderia ter sido feito de forma mais construtiva. E de facto haveria muito para contar.
 
Aos 19 anos, e depois de um passado pouco conseguido ao nível de objectivos, tinha pelo menos noção que me deveria livrar da chancela da Fernando Pessoa, universidade que frequentava por falta de estudo em anos anteriores. No exterior pensava eu conseguir recuperar a desvantagem que tinha em relação àquilo que queria concretizar.
 
No “Comércio de Gaia” um misto de timidez e preguiça fez-me perder boas oportunidades no início. Seja como for, não era normal um rapaz com aquela idade ir tão atrás dos eventos, pelo que sabia que isso poderia ser usado em meu favor. E foi verdade! Ao longo dos tempos fui melhorando a minha desenvoltura e os resultados começaram a surgir! Mas continuava instável e aos trabalhos excelentes aliava outros mais despachados. Resisti. Os meus propósitos nunca foram financeiros. Pensava sim na importancia de se ter nome e de o cimentar. Nem sempre o consegui, é certo. Na altura, um bom produto jornalistico era consequencia da minha inspiração. Jornal, infelizmente, não é folha em branco à solta da imaginação.
 
Todavia, foi nesta altura que comecei a desenvolver um atributo que ainda hoje me é fundamental. Defender Vila Nova de Gaia, o seu território, as suas gentes. Como se de um politico muitas vezes se tratasse. Muitas vezes me apelidaram de tendencioso, apesar de eu nunca ter revelado as minhas orientações. Com periodos de incidencia num ou noutro lado, resisti sem grandes contestações, nao sabendo inclusive o impacte causado pelo meu trabalho.
 
Defender Vila Nova de Gaia, escudar a cidade por muito ténue e fantasioso que isso pudesse parecer. No projecto “Gaia Global” pude assumi-lo de forma sustentada, conseguindo também desenvolver as minhas aptidões ao nível de escrita criativa. Desenham-se novos objectivos, novas ideias e com o tempo vou conseguindo colocá-las em prática. Agora e sempre, mais do que nunca, tentar ainda mais acreditar na fantasia do escudo.
 
Nesta última fase, começo a perceber que é importante trabalhar quando os outros estão a dormir. Com tranquilidade colocar em linha de guerra os meus pontos fortes-criatividade- e esconder os pontos fracos. Num mundo em aceleração, e tendo em conta o meu auto-conhecimento, tento preparar-me para mudanças de paradigma. Não só profissionalmente, como também noutras áreas, traço planos e decisões sobre algo que poderá acontecer. Não gosto de ser apanhado desprevenido pois nessa altura as emoções podem falar mais alto. E eu não gosto de ver as coisas turvas! Bem ou mal há-de ser como pensei anteriormente.
 
Para o futuro vários cenários estão traçados. O mais provável é que a mudança de paradigma, do jornalismo para a escrita, seja mais evidente. No entanto, na minha deambulação introspectiva, desenho cenários de S.O.S. Daí a importância dos projectos paralelos em que participo!


publicado por Gil Nunes às 23:14
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