Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006
David Livingstone
Ontem, no Canal História, foi emitido um curiosíssimo documentário sobre a vida de David Livingstone, o famoso explorador britânico. Apesar de trabalhar numa fábrica de tecido, o jovem David aproveitava as suas horas vagas nocturnas para aprender Inglês, Matemática, Geografia e Ciência de forma autodidacta. Calvinista, sempre teve o problema de conjugar a sua fome de conhecimento com a doutrina rígida, que proíbia a formação universitária. Assim sendo, aos 28 anos torna-se missionário e exclama o seu desejo de partir para a China. A guerra no Oriente obriga David a mudar de planos, partindo para a Àfrica do Sul.
Logo fica dislumbrado com a sumptuosidade da paisagem. Fazendo expedições para Norte, o explorador começa a ficar desiludido com a falta de profissionalismo dos seus colegas missionários que não colonizavam ninguém da comunidade africana. Assim sendo, lança-se à aventura pelo leito do rio Zambeze, tentando encontrar a ligação Índico/Atlântico. Na sua expedição, apanha 27 ataques de malária, é ferido por um leão faminto. Mas a vivacidade das suas crónicas captaram o interesse da comunidade britânica. A imprensa e os grandes tablóides, a darem os primeiros passos, elevam o nome de David Livingstone a super-estrela. Estavam lançadas as amarras para a segunda expedição, patrocinada pelo Governo Britânico e pela Sociedade Geográfica Inglesa, fascinada com as novas descobertas do explorador.
Ainda em busca da ligação Atlântico/Índico via Zambeze, a segunda exploração é um rotundo fracasso. Por via de ter preferido um atalho na primeira expedição, Livingstone não se apercebera das cataratas e dos rápidos que impediam a navegabilidade. Assim, a expedição termina e o nome de Livinsgtone é enxovalhado na comunidade britânica.
Com o seu nome em baixa e já com alguma idade, Livingstone ainda assim consegue o patrocínio para outra expedição: encontrar a foz do rio Nilo. Parte para Àfrica novamente mas desta vez com a vontade de lá ficar. Nunca mais dá notícias!
Àvidos de saber o seu paradeiro, o New Yord Herald, um jornal norte-americano envia o seu melhor repórter, Henry Stanley, para África de forma a encontrar o explorador perdido. A busca é intensa mas, meses depois, Stanley chega a Ijuju, no centro do continente, e depara-se com Livingstone, triste, abatido e debilitado. O encontro podia ter sido afectuoso mas a frase “Dr.Livingstone, I presume” tinha uma frieza e uma ridicularidade tal que o jovem Stanley ficaria para sempre com este triste rótulo. Numa expedição onde deveria encontrar Livingstone, é Stanley quem afinal se encontra a ele própria. Deixa a carreira de jornalista e torna-se explorador, sendo um fiel seguidor de Livingstone. O explorador morre aos 60 anos na aldeia de Ijuju tendo os nativos transportado os seus restos mortais para o Índico onde depois seriam transportados para a Abadia de Westminster, onde hoje está sepultado.


publicado por Gil Nunes às 09:54
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