Quinta-feira, 21 de Abril de 2005
Subscrevo! Governo, não gostei
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Praticamente mal este governo entrou em funções, Sócrates anunciou publicamente a intenção de se realizar o mais rapidamente possível um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Uma obsessão que após a derrota do “sim”, há poucos anos, aguça a gula de toda a esquerda ateia ou agnóstica e que reflecte o empenho em ceder a conveniências, a pactos com radicais, em desrespeitar o direito à vida daqueles que nunca se poderão pronunciar democraticamente. E se querem pertencer a este mundo ou a um outro bem diferente, o tal em que certamente esses políticos não acreditam se são coerentes consigo próprios. De facto, após a eleição por maioria absoluta de socialistas pelas massas populares, aqueles atacam de novo, querendo impor a todo o custo, no fundo, uma norma legal que visa, não apenas a despenalização jurídica das mulheres que praticam um acto repugnante, imoral e incompreensível, mas o que é mais grave, uma prática socialmente aceite, banal e discriminatória. Uma “vontade” que mata seres inocentes totalmente indefesos, que dispõe de vidas já constituídas na sua plenitude, ainda que os defensores da morte em nada disso acreditem. Não os consideram já humanos com alma, mas no mínimo não podem ignorar que são já vidas com uma identidade, dependentes é certo, tal como todos os cientistas biólogos o comprovam, sem que algum que seja o ouse sequer desmentir.
Sócrates e agora Sampaio ao fazerem campanha pelo “sim” estarão a cometer uma acto de violação da dignidade humana que ultrapassa a da própria consciência de cada um, pois não toleram que uma vida vingue e se desenvolva, ainda que sem a autorização da “mãe”, (e a do pai?!) após estes assumirem um acto do qual conheciam os eventuais resultados. Sócrates e Sampaio querem usar do poder e da sua influência como primeiros magistrados da nação, de um governo cujos comparsas tanto abusaram da palavra “tolerância” para incitarem à matança em massa de potenciais homens ou mulheres de Portugal. Afinal esses que dizem abominar os horrores do holocausto, aceitam um extermínio legal, numa total e leviana desresponsabilização de um acto cujas consequências são possíveis hoje em dia evitar-se atempadamente, tantos os métodos que existem. E assim, Sócrates e agora Sampaio ao pretenderem alterar a lei actual não fazem mais do que permitir um autêntico genocídio de fetos com forma, actividade e identidade própria, já humana. Não sei se ousariam até arrancar plantas à terra, destruindo-as, ou teriam mesmo a coragem de matar embriões por exemplo em gatos ou cães, mas não se importam e mesmo apoiam que outros o façam “legalmente” com todos os requintes cirúrgicos da malvadez em seres humanos.
Julgo que todas as forças cívicas e morais deste País, e aí a Igreja Católica deverá ter um papel fulcral, crucial mesmo, se somos na verdade um Povo digno, católico e humano, terão toda a legitimidade em se opor a este hediondo acto social e cultural que nem sequer dá a oportunidade para que uma simples defesa se manifeste, no mínimo como num julgamento dos mais bárbaros assassinos em tribunal.
E uma vez que tudo isto não é uma mera questão política e não só de fé, mas sobretudo ética e moral, se a Igreja não fizer uma Campanha cerrada e muito empenhada pelo “não”, até nas missas, o meu desapontamento será total e expresso, porque teremos certamente dentro de poucos tempo uma cultura da morte instalada em Portugal. Tal e qual como em outros países que se afastaram há muito da espiritualidade, da vontade de Deus, veja-se o deboche público e oficial em que caíram.
Deus protege os justos. E aqui, estou certo, nesta causa, a força inabalável nos princípios acabará vitoriosa, na sobreposição da vida sobre a morte, seja na terra ou seja um dia no além, a bem da humanidade, naquilo em que Cristo nos ensinou.
Ou seja, no respeito pela individualidade humana, pela crença na Vida, pelo amor ao próximo, respire sozinho e o alimentem cá fora ou ainda não tenha nascido, por ser humano em espírito, não tenhamos a menor dúvida, até porque as leis não servem para se adaptarem à porcaria ou ao lixo social que sabemos que existe sempre.
E se não aprovamos a pena de morte instituída ou permitida pelo Estado, também rejeitamos o aborto, se somos de facto homens e mulheres coerentes. E, à parte qualquer religiosidade, se colocamos um sentimento forte e positivo que não relativizamos acima de qualquer razão, utilidade ou conveniência, seja compreensível ou não, até mesmo perdoável, devemos lutar com todas as nossas forças pelo sim à Vida, ao contrário dos que, fazendo-se muito humanos, queriam ilusoriamente às massas fazer querer.


publicado por Gil Nunes às 16:28
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