Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
O estranho caso dos croissants e do tomate

 

Se o mundo fosse moldado à minha maneira, as produções de croissants e de tomate iriam sofrer um forte revés. Não porque tenha alguma coisa contra os dois alimentos, mas porque simplesmente não compreendo a razão do seu consumo tão abundante.
 
Já não é a primeira vez que vou a uma confeitaria e a pessoa que me acompanha me pergunta “de que vai ser o teu croissant???”. Acreditem que durante a minha vida já comi toneladas de croissants e tenho reais razões para falar. Para mim, o croissant é a água mineral da confeitaria, o Renault Clio dos automóveis, a tartaruga do jardim zoológico. Não tenho grande prazer em saborear um croissant, da mesma forma que não tenho prazer nenhum em ir à casa-de-banho. Como quando não há mais nada na confeitaria que me seduza. Começo a pensar que o seu consumo tão abundante se deve ao nome francês. No mesmo leque incluo também os “eclaires”. Garanto-vos uma coisa: se amanhã os croissants acabassem, eu nem dava por ela!
 
Outro consumo extremamente abundante é o de tomate. Lembro-me de estar várias vezes entre amigos e, no meio da confecção da salada, alguém dizer que falta o tomate. Nessas alturas eu contenho-me, até porque não quero espraiar a minha filosofia. Mas, de facto, falta o tomate porquê??? Meus amigos, é simplesmente um legume com os outros. O meu palato não reconhece um sabor especial nem um travo aveludado que corte a bravura da carne. Sobre este aspecto também fica aqui o meu recado. Não percebo como tanta gente gosta de comer legumes ou frutas após refeições de carne, segundo o que consta para “cortar o sabor”. Eu quando costumo comer carne é porque gosto e a última coisa que quero é que me roubem o sabor. Mas pelos vistos sou só eu, na fina visão do meu micro-mundo.
 
Ainda no outro dia fui comer um combinado a um restaurante, fora das horas normais de refeição. Ao meu prato lá chegou o hambúrguer, as batatas, o alface e, nos topos, dois tomates cortados de forma artística. Acabei por come-los, por uma questão de nada deixar no prato. Agora pergunto, não haveria mais nada para fazer que não cortar aquele tomate de forma artística? Com tanta habilidade para se fazer nos outros elementos do prato, para que perder tanto tempo no tomate? Parece que estamos na presença do mais nobiliárquico dos legumes. Detesto a sua arrogância, altivez e sobretudo dimensão popular. Tal como os croissants, eu revelo: se amanhã acabassem os tomates eu nem dava por ela!

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
Ser bom ou fazer a diferença?

 

Vivemos numa sociedade competitiva. Todavia, ela só se torna competitiva a partir do momento em que nós assim o queremos. Na minha óptica ninguém a obrigado a jogar. Apesar de existirem normas de conduta transversais, o que é certo é que a afirmação do indivíduo não tem de se fazer na lógica do confronto directo.
 
Quero com isto dizer que não estou totalmente de acordo com a máxima de que os melhores triunfam e os piores são derrotados. Em primeiro lugar este pensamento só é possível se tivermos como premissa uma sociedade límpida e desprovida de jogos de interesse o que, naturalmente, nem sequer é aproximado.
 
Argumento que, em vez do confronto, o indivíduo pode triunfar a partir do momento em que fizer a diferença. Numa espécie de caminho profissional, entendo que a partir da altura em que descobrimos como fazer a diferença a nosso favor pode ser o atalho para o nosso sucesso profissional.
 
Seguindo a minha experiência, julgo que essa máxima se concretiza num determinado momento, em que não falhamos nem trememos ao fazer a tarefa x. Outra das máximas encontra-se na versatilidade e capacidade de adaptação rápida, por exemplo.
 
Penso que estes pontos, que não se obtêm através de qualquer formação educativa, ilustram bem as competências de inteligência de que o indivíduo dispõe. Já aqui o disse que considero que não importa trabalhar muito, mas sim trabalhar quando os outros estão a dormir. Se triunfar pelo mérito traduz uma dignidade extrema, julgo que a forma como descobrimos os atalhos que conduzem ao sucesso são essenciais para o rendimento.
 
Neste último ponto, e para concluir, acho que o sermos muito bons pode pressupor um desperdício ao nível de vida pessoal, a nossa componente mais vital. Assim sendo, indo de encontro ao equilíbrio, entendo que a descoberta de elos de ruptura a nosso favor são o factor decisivo. Porque se me perguntarem se prefiro ser bom ou fazer a diferença, eu opto pela segunda hipótese.

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publicado por Gil Nunes às 17:15
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Qual é o melhor sentimento do mundo?

 

Qual é o melhor sentimento do mundo? A pergunta é pertinente e as hipóteses de resposta são extensas. Divagando, os mais românticos podem dizer que é o amor, os mais calmos a tranquilidade e os mais competitivos a vitória.
 
Penso neste tema e lembro-me de uma entrevista de Pedro Abrunhosa. Dizia ele, há uns anos atrás, que um dos seus melhores despertares acontecera no meio da terra suja e pegajosa. Se para uns tal cenário pode ser sinónimo de desconforto, o músico explicou que a premissa de sujidade lhe permitiu conhecer verdadeiramente qual o sentimento de “limpo”.
 
Achei este pormenor fantástico. Todavia, a minha escolha é outra. Para mim, o melhor sentimento do mundo é o alívio. Imaginem o que é ter um peso constantemente a perturbar a mente e o espírito. Algo que nos condiciona as acções como se de um fantasma se tratasse. Pior do que isso é o facto de nada podermos fazer para contornar o problema. Apenas esperar…
 
Até que surge a solução! E tudo não passou de um susto. O medo e o receio fazem agora parte do baú, gerando um sorriso infantil de cada vez que nos lembramos deles. No momento de alívio, é como se uma ventania invisível nos penetrasse da cabeça aos pés originando uma galopante sensação de liberdade. E nesse pequeno instante somos totalmente sinceros!
 
Alongando-me mais, e pelo que vejo através do processo de observação, muitas pessoas à minha volta definem o alívio encapuçado nas definições de amor, tranquilidade, harmonia e crença. Às vezes parecem apaixonados, mas de facto estão é aliviados por se terem visto livres da solidão! Hão-de reparar!
 
O alívio é, para mim, um sentimento que se pode mascarar muito embora a sua génese seja de uma autenticidade absolutamente indesmentível. Numa sociedade repleta de agonia, pugnemos por um alívio que traga a verdadeira felicidade e paz de espírito a todos.

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publicado por Gil Nunes às 11:20
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
8046

 

Números da fortuna ou da desgraça, de significados, mitos ou profecias. Outros há, porém, que o estatuto de vida se perdeu na sua distância em relação ao zero, mediador da fronteira entre o que contamos e descontamos.
 
Mas afinal quem és tu? Ficas a meio de toda e qualquer abundância, caracterização do imenso e da superioridade. És a verdade dicotómica e dúbia do universo pois sem ti ele ficaria coxo mas a tua presença apenas o faz esboçar um sorriso de indiferença e de obrigação.
 
Tal como o tempo ou o espaço, estás em todo o lado. No número de estrelas que contemplamos no infinito negro; nos grãos de areia que pegamos num final de dia luzidio; também estás presente, com um sorriso maroto, nos valores de colapso do barril de Brent que esvaziam os nossos bolsos e na imensidão de fortuna material que queremos almejar todas as semanas.
 
Afinal de contas, és o companheiro de todos os segundos. Pena pouco dares de conta de ti, tal como os teus tímidos irmãos que pura e simplesmente não vivem. Existem como telefones e canetas.

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publicado por Gil Nunes às 12:40
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Causa e efeito

Uma das coisas interessantes que aprendi recentemente tem a ver com a causa e o efeito dos actos que nos sucedem, sejam eles prejudiciais ou meritórios. Digamos que se a vida fosse um autocarro, teriamos oportunidade de escolher entre ir no lugar do motorista ou do passageiro.

 

Se há aspectos em que desconhecemos a natureza dos comportamentos ou das atitudes, tentemos ve-las colocando o polo central de analise na nossa pessoa, ou seja, vestindo a pele de motorista. Seja através dos triunfos do dia-a-dia ou dos aspectos em que somos prejudicados, pensarmos em nós como o principal responsável por tal destino.

 

Penso que é o primeiro passo para conseguirmos aquilo que almejamos e, numa especie de retrospectiva, tentar resolver o que esta errado, incompletou ou o que perdemos. É necessário algum poder de encaixe, é certo, mas o seu desiderato pode fluir no sentido de conseguirmos aquilo que realmente queremos com unhas e dentes.

 

Infelizmente o homem não é nem será perfeito, pelo que esta máxima de causa-efeito terá de ser feita constantemente. Até porque o mundo gira a uma velocidade estonteante e os obstaculos aparecem sempre. Somos sempre animais insatisfeitos mas, por vezes, as adversidades apenas existem na nossa cabeça. Às vezes a saída está mesmo ali ao lado, nós é que não a vemos!


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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Um Portugal Teresa Guilherme

 

Sabem qual era a última mulher do mundo que eu convidava para jantar? Teresa Guilherme. E nem era preciso pensar muito. Com dotes de comunicação oral que reconheço, a apresentadora da TVI não aproveita as suas potencialidades, descambando para a comunicação do espectáculo, das mesquinhez, da futilidade.
 
Mais do que a sua figura, o que mais repudio no seu trabalho é a formo como constato que ela realmente tem gosto naquilo que faz. Emociona-se, gesticula, age muitas vezes movida por um inconsciente programado para o “escarafunchanço”, como se fosse uma criança entusiasmada com um brinquedo.
 
É a face de uma máquina de guerra que não sabemos qual o seu limite. Não quero ser Diácono Remédios mas o turbilhão do reality show atingiu um ponto em que a vida privada é exposta a troco de dinheiro. Os concorrentes acedem, os casamentos são destruídos…e tudo vai bem como a risada estridente da Teresa Guilherme. Porque afinal a vida é uma palhaçada!
 
Pergunto até onde poderemos ir? Das palavras aos actos será um pequeno passo, até porque tudo faz parte do jogo. O público quer, a televisão dá. O público é ignorante, a televisão é fútil. Com estas condicionantes dou por mim a questionar a própria democracia. Afinal, será que é possível que alguém que nem sequer consegue definir rumos para a sua própria vida pode escolher os governantes? Penso que não, mas há certas coisas que já nem penso. Tenho certezas. A Teresa Guilherme era a última mulher que eu convidava para jantar.

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publicado por Gil Nunes às 10:54
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
Visitas religiosas

 

Entendo que a maior parte das acções que tomamos ou pensamos são reflexo da cultura em que estamos inseridos. Noutros pontos do planeta, por exemplo, ser poligámico ou endeusar porcos ou vacas é perfeitamente normal. Este raciocínio estende-se, na minha óptica, à religião e ao culto, sendo eu um apologista dos valores e das acções positivas(pré-estabelecidas) em detrimento do clubismo religioso.
 
Na passada sexta-feira recebi a visita de dois pastores da Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias, vulgo Mórmones. Tranquilamente, ouvi o que tinham para me dizer e ripostei na argumentação, esclarecendo a minha perspectiva de forma bem vincada. Falaram-me de uma nova forma de se chegar a Deus, assente numa dimensão diferente em que cada um faz a sua própria representação e se louvam os valores de família. A exposição soou-me a repetitivo, até porque já os tinha visitado há cerca de três anos a esta parte, na sua Igreja situada em Canidelo. Entendo que o seu trabalho deve ser respeitado e valorizado, até porque deve ser necessária uma paciência infinita para se ter um estilo de vida do género. Aprecio a forma como efectuam as pesquisas sobre os nossos antepassados, na minha óptica uma excelente maneira de nos conhecermos melhor.
 
No final da exposição lá me entregaram um livro fazendo-me prometer que ia ler e orar. Não prometi nada, é certo, mas recolhi o livro e guardei-o, lendo algumas partes por curiosidade. Assim acontecera há cerca de um ano, quando recebi a visita de Testemunhas de Jeová. O procedimento foi exactamente o mesmo, pedindo-me as senhoras o favor de ler um pequeno panfleto. Posteriormente escreveram-me cartas a pedir feed-back á abordagem, mas não mais dei sinal de vida.
 
Assim procedi com os pastores que hoje me visitaram novamente. Atendi-os mas pedi que me deixassem em paz. Admiro a sua persistência mas acho que devem tentar ajudar, religiosamente ou não, quem de momento estiver perdido, sozinho, doente ou desacompanhado. Não eu. De principio, foi verdade, fiquei com o peso na consciência de os ter despachado. Reflectindo melhor, e apesar da frieza, penso ter tido a atitude correcta.
 
Com isto quero dizer que mais do que qualquer cultura ou ideologia, os valores são sempre o mais importante farol de acção. Espero que os dois pastores consigam não transmitir a mensagem mas sim encontrar e fazer novos amigos, num contacto de benefício recíproco. Porque entendo que a vida não deve ser levada com privações, a bem de todos!

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publicado por Gil Nunes às 23:44
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
O Pega-Monstros

 

1993, segundo piso da Escola Secundária António Sérgio. No auge da rebeldia do nono ano de escolaridade, o jovem Nuno Bezelga decide colar um pega-monstros no tecto. Com aquele aspecto de estalactite, o dito objecto viscoso ali ficou por meses e meses, gerando-se risadas sempre que passávamos naquele piso.
 
Em 2008, numa lógica saudosista, voltei a percorrer o mesmo piso e…surpreendentemente ou não lá estava o pega-monstros, erecto e pendente, como há quinze anos a esta parte.
 
Sim, é verdade, dizem que a arte acontece quando acrescentamos algum elemento à Natureza. Eu concordo e se não podemos ter aquele pega-monstros no Guggenheim ao menos façamos arte para cada um de nós.
 
Porque o que não é a arte senão aquilo que imaginamos na transfiguração do banal para o belo. Num pequeno murmúrio, sorriso, respeitando o encanto da improbabilidade em detrimento do artificial. E que aquele pega-monstros nunca tombe!


publicado por Gil Nunes às 16:46
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Pedro Mesquita, Prof. Matemática

 Nunca, em toda a minha vida, conheci ninguém tão profissional como um professor de Matemática que tive no 10º ano. Não costumo fazer votos de louvor públicos, no entanto, entendo que é uma espécie de obrigação abrir uma excepção a alguém cujo trabalho hoje reconheço como admirável.

 
Era daqueles indivíduos que se tornava incomodativo para um aluno, tal o turbilhão de perguntas com que era bombardeado nas aulas. Extremamente versátil e criativo, enquadrava temas da matéria com o mundo em redor, de forma a nos cativar. “Pronto, lá vou para a aula daquele chato”, pensava eu, à entrada daquele segundo piso. Lá vinha ele com aquela mala preta, fazendo a chamada dos alunos sílaba por sílaba. Não haveria Deocliciano Hermógenes que falhasse, de certeza absoluta.
 
E depois lá gesticulava, articulava, engendrava maneiras de ensinar. Transmitia vibrações estranhas naquele quadro, como se estivesse a ensinar a nadar aos sobreviventes do Titanic. Inesgotável, tinha uma paciência imensa para com aqueles que reconhecia potencial. Nunca tive nenhum professor assim, tão estupidamente dedicado a uma disciplina.
 
Pois é, Prof. Mesquita, infelizmente não lhe posso dizer que guardo muitos dos seus ensinamentos. A minha vida seguiu outro curso e de matemática pouco me lembro. Mas se calhar ensinou-me outras virtudes que ainda hoje as tento colocar em prática, sobretudo no que diz respeito à paixão com que as coisas se devem fazer em prol da sua eficácia. Continua a ser dos mais falados sempre que me cruzo com alguns dos que comigo viveram os tempos da altura. Falam-me de gratidão, de ensinamentos não mais esquecidos, de utilidades várias do que aprenderam. Pelos vistos a matemática, para eles, não é um bicho de sete cabeças!
 
 

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publicado por Gil Nunes às 17:36
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
Deixa as coisas estabilizarem que depois falamos melhor-discordo

 

Neste blog, já tive oportunidade de discordar de algumas expressões ou adágios que me fazem alguma confusão. Em posts anteriores já expliquei o meu repúdio em relação a “só é derrotado quem desiste de lutar”, “duas cabeças pensam melhor que uma” ou “a nossa liberdade começa quando começa a dos outros”.
 
Mas há mais. Não me cabe, por exemplo, o sentido da expressão “deixa as coisas estabilizarem que depois falamos melhor” isto quando estamos perante um atrito ou problema. No auge do conflito, e aproveitando o facto dos elementos não estarem agrupados, joga-los a nosso favor como se de uma partida de ténis se tratasse?
 
Nesses momentos, entendo que podemos tirar muito partido dessa anarquia. Acho que é bem mais inteligente aproveitarmos o desnorte do adversário e a poeira causada e tenta-la fazer pender para o nosso lado, anulando também aqui as possíveis tentativas de réplica.
 
No caos, o benefício. Na ordem, o trabalho redobrado ora na assumpção do que referi anteriormente ao nível de se instalar novo caos ou num combate corpo-a-corpo com leitura total por parte do nosso adversário. É, na minha perspectiva, bem menos rentável até porque, como disse no post anterior e penso, é bem melhor trabalhar quando os outros estão a dormir.
 

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publicado por Gil Nunes às 18:42
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