Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Independência do Kosovo

O Kosovo é a mais jovem nação do mundo. Depois da independência da Eslovénia, Croácia, Sérvia, Montenegro, Macedónia e Bósnia, chega a vez desta região, a mais pobre da ex-Jugoslávia do comunista Tito, proclamar a sua independência.

Com a sua população maioritariamente constituída por albaneses, os kosovares são extremamente dependentes do exterior para manter a sua subsistência. Ao nível da rede eléctrica, por exemplo, os sérvios são os principais fornecedores, tendo como fundamental a presença de uma forte etnia no território.

Com uma economia de rastos, um regime político instável e uma taxa de desemprego de 60%, já para não falar da falta de qualificação das pessoas, é pertinente questionar se a independência se justifica ou, se por outro lado, se trata apenas de uma formalidade política dada a subserviência em relação ao exterior ser total.

Na minha perspectiva, a dependência externa pode ser verdadeiramente um mal se não houver um sistema de liderança que a saiba controlar. É sabido da história que os dominantes acabam sempre por prevalecer, e assim o será. Mas será que os pequenos países recém-formados não podem tomar medidas nacionalistas tendo em vista o seu engrandecimento e protecção futura? Quanto a mim, é o mesmo que termos o S.Lourenço do Douro na I Divisão Nacional. Incorporados no território, as bases de sustentabilidade deverão ser criadas antes de um possível pensamento independente. Formando uma elite qualificada, uma indústria produtiva, uma economia que consiga boiar no sistema europeu e uma balança competitiva com arcaboiço suficiente para captar investimento estrangeiro assente nas potencialidades do território com, ao mesmo tempo, respostas práticas para que a dependência externa não possa entrar em ritmo desenfreado e desnorteado. Isto tudo porque ser independente não basta!


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publicado por Gil Nunes às 20:16
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Mundial 2018

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, esclareceu que o país deverá ter necessariamente outras prioridades em detrimento da organização conjunta com Espanha do Mundial 2018. Depois de um Euro-2004 em que foram construídos de raiz cinco estádios de futebol, os cenários de acolhimento de nova mega-competição ganharam um fôlego fresco.

No rescaldo do Euro, várias foram as vozes que afirmaram que a competição teve um impacte marginal na economia do país. Certo é que, quatro anos volvidos, pouco aproveitamento houve dos palcos de raiz construídos, sendo bastante discutível se o dito impacte marginal pode ter alargamento temporal.

Assim sendo, e apesar de não considerar uma ideia descabida, até porque as infra-estruturas já estão operacionais, continuo a não considerar de todo prioritário a organização do Mundial em Portugal. Os custos organizativos são vários e a eficácia financeira é efémera, supérflua em relação às reais prioridades do país, mais endossadas a longo-prazo sobretudo no campo da educação e da cultura, com naturais exigências para com os cidadãos.

No entanto, o nosso país poderá lucrar de sobremaneira com a organização espanhola. Com uma maior pujança a nível do seu território, a vinda de uma competição deste género para “nuestros hermanos” pode trazer benefícios ao nosso país sem que para isso se tenham de despender fortunas.

 Tentando que os jogos se realizem em zonas fronteiriças, procurando parcerias ibéricas no âmbito da melhoria da rede de transportes que proporcionem uma maior rapidez de deslocações aos entusiastas poderá causar um impacte marginal, mas de extrema importância, ao interior do país. Do mesmo modo, a indústria hoteleira pode também lucrar, com o albergue das equipas participantes e com o aproveitamento dos centros de estágio. Se a isto juntarmos uma possível rede de aeroportos “low-cost” e um escoamento adequado ao nível das vias de comunicação terrestres e ferroviárias, penso que o nosso país pode, nas diversas abrangências, beneficiar com a organização hispânica.

À margem da competição, e numa espécie de promoção turística sustentável, defendo também a realização de uma intensa campanha de promoção do território, procurando que o visitante no futuro possa ficar “cliente de férias”, desfrutando os trunfos das nossas gentes e do nosso território.


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publicado por Gil Nunes às 16:38
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Novo aeroporto- é mesmo uma necessidade?

Muito se tem falado e discutido relativamente ao novo aeroporto. Já nem me refiro àquilo que se tem dito relativamente à sua eventual localização dado que para mim a discussão se esgota a partir do momento em que tomamos em linha de conta que ele é estritamente necessário, o que na minha perspectiva está errado.

 

Em toda a Europa tem crescido, de forma significativo, um segmento de mercado extremamente apetecível aos consumidores. Os voos "low cost" são já uma rotina para alguns europeus, que deixando de lado alguns "mimos" de viagem preferindo economizar. Ora, por essa Europa fora, podemos encontrar exemplos de aeroportos que, estando situados na periferia, conseguem obter um grande fluxo de voos. Falo, pois, de Stansted(Londres), Hahn(Frankurt) ou Torp(Oslo). Três exemplos que são demonstrativos das práticas políticas e das filosofias de racionalização de investimentos de países do pelotão da frente da União Europa.

 

Em Portugal, ao invés, pensamos em construir um novo aeroporto por si só, não distinguindo as questões relacionadas com o tipo de voo. Seguindo este ponto de vista não seria bem mais económico e vantajoso investir na remodelação de bases aéreas, que em todo o país existem de forma mais ou menos regular, e para lá canalizar todo o fluxo low cost? Do mesmo modo, o quadro financeiro daí proveniente, somado a eventuais parcerias público-privadas, poderia originar uma melhoria da rede de acessibilidades, beneficiando não só os viajantes como todo o sistema de transportes.

 

Com estas infra-estruturas estariam construídos os alicerces para, a longo-prazo, toda a área que distasse entre a periferia e a metrópole poder ser consolidada e incrementada em termos de desenvolvimento. Seria, por certo, um travão ao êxodo rural e um estímulo para que o país ficasse mais homogéneo na sua relação entre "urbe" e "não-urbe"


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publicado por Gil Nunes às 21:44
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